Perdoe setenta vezes sete…

arte de perdoar
Imagem Pixabay

O perdão é uma arte. Se pode perdoar até setenta vezes sete, ou passar a vida aumentando as feridas por uma trampa que não é sua.

A arte de perdoar, vem de muitos séculos atrás. Do perdão fala Buda, fala cristo e todos os santos, como uma fonte de vida e de prazer. O perdão é libertador.

Por uma decisão pessoal, cultural nos separamos de nós mesmo. Aprendemos a projetar no outro a nossa própria violência. Caminhamos, tropeçamos, avançamos, caímos, baixamos, voltamos, recomeçamos e subimos. Um procura incessante de colocar a culpa no outro. Assim ferimos e somos feridos.

“Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: – Senhor, quantas vezes deveria perdoar o meu irmão, quando ele pecar contra mim? ate sete vezes?

Jesus respondeu: – Eu digo a você: Não até sete, mas até setenta vezes sete.” Mateus 18:21-22

O perdão é sempre recomendado. Na escola, somos ensinados a corrigir o erro pedindo perdão ao coleguinha. Em casa com a família, somos ensinados a pedir perdão por um erro cometido. Que dificuldade tenho em pedir perdão? aprendi a perdoar? sei perdoar? Quais sentimentos envolvem o perdão? Perdoar é deixar de sentir dor? Perdoar é esquecer?

O perdão requer alguns cuidados:

  1. Vingança

Usar a vingança como arma de defesa, é uma decisão voluntariosa. É uma decisão pessoal curar e crescer. Com o perdão fechamos o ciclo da violência. A vingança tem origem em um “ego” cheio de medo e de separação.

2. Introspecção

A ofensa provoca confusão. Dentro da gente um mar de sentimentos e emoções. O sentir-se ofendido é uma decisão. Sinto a ofensa se quero. Eu posso simplesmente não ofender-me e não sentir-me ofendido.

O problema consiste em negar. Não negue um perdão, se permita perdoar. Não esconda esta raiva, sinta e entenda a raiva. E o ódio? sinta o ódio. Estas palavras raiva, ódio…são só palavras, rótulos, a verdadeira emoção esta atrás deste rotulo escondido. A questão é outra. Nada tem haver com a pessoa que esta na sua frente e que aparentemente te ofendeu. A dor tem outra origem. A falta do perdão tem outra origem, não busque fora, não esqueça, não se faça de vitima, não gaste energia em lugar errado.

O convite a introspecção é um olhar para dentro. O perdão requer consciência de si mesma, de todos os sentimentos envolvidos.

3. Nova perspectivas da relação humana

O perdão é uma arte, simplesmente porque convida a usar a imaginação. O perdão não é esquecer o passado. É uma possibilidade de um futuro diferente. Olhar com novos olhos, sentir com novos sentimentos. É ter a capacidade de ver além das feridas e do ressentimento.

4. O perdão valoriza a dignidade do ofensor

A dignidade da pessoa que nos ofendeu deve ser sempre valorizada e preservada. Eu sei, no calor, no quente as  coisas são difíceis, sou humano também. Não é só um teoria, é uma possibilidade. Talvez me dirá: impossível! Nem pensar!

É preciso dar tempo. No agressor ou agressora descobrimos pessoas frágeis, com feridas abertas, são pessoas débeis, algumas psiquicamente doente. Se eu mudei e você mudou, muita gente pode mudar. Acredite! Acreditar no ser humano é dar dignidade a este ser.

“Esse jeito esquisito que Jesus tinha…
De preferir os piores, me faz pensar na beleza dos avessos,as vezes a gente na pressa de encontrar, a gente não vê… Quantas vezes na minha vida eu desprezei as pessoas porque eu considerei o agora,é tão doido a gente ser visto somente a partir do presente, quando as pessoas olham para gente e só enxergam aquilo que a gente tem no momento . Isso é fascinante em Jesus por isso ele era capaz de preferir quem ele preferia , porque Jesus não era um homem que se prendia no presente , eu acredito e acho interessante isso, que os amantes, eles nunca esgotam as criaturas amadas, porque o amor sobrevive de futuro” Padre Fabio de Melo.

Ricardo Giardino é orador, formador, facilitador, empresário. 1º Coaching Emocional do Brasil (Certificação Internacional em Life Coaching está oficialmente autorizado pela AIC, Asociación Internacional en Coaching e pela Escuela Europea de Líderes.)

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A arte de perdoar… Amor

me perdoa

“O ódio jamais acabara com o ódio; só se cura com o amor. Esta é uma lei antiga e sagrada” Extraída de textos budistas

A arte de perdoar é imprescindível para viver uma vida repleta de paz. Certamente estamos feridos, de uma forma ou de outra, seja por decepções (expectativas criadas); traições (sentido de propriedade, ninguém é proprietário de ninguém); frustrações (exigência de perfeição absoluta).

A arte de perdoar é liberar-se do sentimento de vitima. Assumir o controle e responsabilidade de suas emoções e seus sentimentos. Não culpar ao outro, pelos autos e baixos emocionais. E não permitir que este vírus se perpetue dentro de você.

A arte de perdoar é livrar-se deste ressentimento, que traduz uma raiva que é sua, que nasce e morre dentro de você. Esta raiva que só existe porque você quer e permite. Esta raiva só esta ferindo a uma só pessoa…você!

A arte de perdoar é fugir de um passado que não existe. É desligar-se de uma passado que ja passou, existiu em um presente e que no presente de agora perdeu o seu significado por não existir. Sinta, viva e respire o presente, este é o melhor presente, agora é onde as coisas acontecem.

A arte de perdoar é desfazer-se do desejo de vingança. Sentimento que é reforçado pelo “Ego” para justificar e compensar o próprio sofrimento em reparar um prejuízo inexistente. O instinto de vingança cega e nos separa da nossa própria essência e fecha o canal de comunicação com Deus.

O que é o perdão? para existir perdão tem que existir erro. O que é erro? Se o erro pode corrigir, porque nos ferimos? porque nos sentimos ofendidos? porque permitimos estas emoções? Porque não abandonamos este ciclo vicioso?

“Aprender a perdoar é um caminho, é uma arte, é um estilo de vida.” Ricardo Giardino

Proponho para o perdão, esta arte tão bela, coisas simples: livrar-se do vitimismo, assumir responsabilidades; não ressentir e não cultivar a raiva, só machuca a própria pessoa que sente (raiva); deixar os acontecimento do passado no passado, e viver o presente, o agora; aniquilar o desejo do “Ego” de vingança com amor.

O perdão começa comigo mesmo…Amor próprio!

“O perdão que estendemos não deve ter limites, da mesma forma que o perdão de Deus é ilimitado” Lucas 17:3-4

Ricardo Giardino é orador, formador, facilitador, empresário. 1º Coaching Emocional do Brasil (Certificação Internacional em Life Coaching está oficialmente autorizado pela AIC, Asociación Internacional en Coaching e pela Escuela Europea de Líderes.)

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