Regular as Emoções com a Meditação

Regular as Emoções com a Meditação

“A meditação, descrita como uma prática de auto-regulação do corpo e da mente, caracteriza-se por um conjunto de técnicas que treinam a focalização da atenção. Também conhecida como treinamento mental, essa prática constitui uma técnica capaz de produzir efeitos psicossomáticos.” Carolina Baptista MenezesI; Débora Dalbosco Dell’AglioII

Independente de religião, a arte de dedicar um tempo para refletir, orar, meditar, pensar é milenar.

“Antes do amanhecer, na manhã seguinte, Jesus levantou-se e saiu para um lugar isolado para orar.” Marcos 1:34

Permitir-se este retiro, independente do tempo, traz ao ser humano alguns e outros benefícios.

“Preenchido com o poder do Espírito Santo”, quando ele voltou para a Galiléia (Lucas 4:14).

“subiu para as colinas para orar.” (Marcos 6:46)

Inúmeros estudos vêm mostrando a sua eficácia, que está especialmente relacionada à diminuição dos sintomas ligados ao estresse e à ansiedade. Além disso, as pesquisas revelam que essa prática pode produzir efeitos de curta e longa duração que podem afetar positivamente as funções cognitivas e afetivas. Carolina Baptista MenezesI; Débora Dalbosco Dell’AglioII

É bom salientar, que existem outros recurso capaz de alterar o cérebro. Pesquisa publicada na revista The Proceedings of National Academy of Sciences, mostrou que o hipocampo de pessoas com 60 anos aumentou em volume depois de andarem três vezes por semana, durante um ano, em uma pista comum. Em pessoas que, no mesmo período, fizeram menos exercícios aeróbicos, o volume do hipocampo chegou a diminuir. Meditação e atividade física andam juntas.

“Pode-se definir meditação como uma prática que engloba um conjunto de técnicas que buscam treinar a focalização da atenção (Shapiro, 1981). Por essa razão, pode ser chamada de processo auto-regulatório da atenção, em que através da prática é desenvolvido o controle dos processos atencionais (Davidson & Goleman, 1977; Goleman & Schwartz, 1976). Além disso, a meditação pode ser caracterizada como uma prática que atinge objetivos semelhantes a algumas técnicas da psicoterapia cognitiva, embora por meios distintos. Ambas levam à diminuição do pensamento repetitivo e à reorientação cognitiva, desenvolvendo habilidades para lidar com os pensamentos automáticos. A diferença, contudo, é que, na prática da meditação, os conteúdos que emergem à consciência não devem ser confrontados ou elaborados intencionalmente, apenas observados, de forma que a prática se transforme em um aprendizado de como não deixar influenciar-se pelos mesmos e compreendê-los como fluxos mentais (Bishop et al., 2004; Miller, Fletcher, & Kabat-Zinn, 1995; Vandenbergue & Sousa, 2006).” Carolina Baptista MenezesI; Débora Dalbosco Dell’AglioII

Tomar consciência das emoções negativas é observar, entender e compreender. Perceber os efeitos prejudiciais de passar boa parte do tempo na negatividade. Viver com os pés no chão. Saber que as adversidades existem, no entanto ter um foco assertivo para as vicissitudes da vida. Compreender que os pensamento andam, vai e vem em um formato para o qual a mente não foi preparada.

“A meditação é uma prática muito antiga, com origem nas tradições orientais, estando especialmente relacionada às filosofias do yoga e do budismo (Levine, 2000). Contudo, esse termo também é utilizado para designar algumas práticas cultivadas por certas religiões, como o cristianismo, o judaísmo, o islamismo, o taoísmo e o xamanismo, entre outras, através do deslocamento da consciência do mundo externo para o interno (Naranjo, 2005). Enquanto no Oriente meditar é sinônimo de busca espiritual, no Ocidente, em especial nas pesquisas científicas, a palavra meditação tem sido utilizada para descrever práticas auto-regulatórias do corpo e da mente. A investigação científica da meditação parte da premissa que, embora existam diversas técnicas, todas têm uma característica fundamental comum: o controle da atenção (Cahn & Polich, 2006; Goleman, 1988).” Carolina Baptista MenezesI; Débora Dalbosco Dell’AglioII

Mindfulness, ou meditação do insight

 “é descrito como uma prática de abertura, em que há uma percepção dos estímulos, como pensamentos, sentimentos e/ou sensações, embora a atenção específica mantida seja uma observação livre que não os julga nem analisa. Algumas técnicas orientais que se enquadram nesse tipo são a meditação zen, vipassana e a própria adaptação ocidental mindfulnessCarolina Baptista MenezesI; Débora Dalbosco Dell’AglioII

A Terapia Cognitiva baseada em Mindfulness (MBCT)

“é uma terapia psicológica concebida para ajudar na prevenção da recaída da depressão, especialmente em indivíduos com transtorno depressivo maior. A abordagem utiliza métodos de terapia cognitivo-comportamental tradicional (TCC) juntamente com habilidades de mindfulness (atenção plena), incluindo a prática formal de meditação. Estratégias cognitivas nesta abordagem incluem a educação ao participante ao mecanismos que mantêm as pessoas vulneráveis à depressão. O objetivo da abordagem é através da prática de Mindfulness convidar os participantes do programa a tornarem-se conscientes de todos os pensamentos e sentimentos que surgem na experiência humana e de aceitá-los como parte do fluxo de ser humano, aprendendo a ser menos reativo a eles, e responder de forma receptivas a estas experiências. O objetivo da MBCT é interromper os processos automáticos que envolvem julgamentos, questionamentos, dúvida e ruminação que mantêm as pessoas vulneráveis a novos episódios de depressão, e ensinar os participantes reduzirem sua reatividade à emoções e pensamentos difíceis que surgem, e como alternativa praticar uma observação aberta, livre do julgamento destas sensações ou experiências internas. Esta prática mindfulness permite que o participante para perceber quando processos automáticos estão ocorrendo e para alterar a sua reação a ser mais de uma reflexão. Wikipédia 

Coach Giardino

Master Coach Internacional

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