Mês: agosto 2017

POR QUE EU TOLERO TANTA MENTIRA E TRAIÇÃO?

O movimento das brigas e traições pode funcionar como um anestésico numa relação. Assim, é possível que esteja encobrindo a dolorosa resposta de uma pergunta:

Quem é você sem essa relação?

Algumas relações tem como característica nos fisgar por aquilo que gostaríamos que fosse real. Elas prometem realizar nossos sonhos. Dão provas disso. Mas essa realidade prometida nunca se concretiza completamente. A esse movimento, damos o nome de sedução: sedutor é aquele que encarna o que o seduzido gostaria que ele fosse. Só que essa realidade nunca é pacífica por muito tempo: a pessoa seduzida desta forma logo sente, de forma inconsciente, que foi trapaceada numa fraude emocional. Começa, então, a perseguir o seduzido. Quer moldá-lo. Exige, de forma também inconsciente, que ele corresponda ao que prometeu. Quanto mais investe para que esse sonho se realize, mais cobra. Ao fazer isso, entretanto, investe tamanha energia no outro que perde a si próprio. Passa a não existir sem o outro. Por isso, se torna dependente (ou codependente, porque o outro também depende desse investimento do qual se alimenta).

Para o outro lado dessa relação, manter a dependência é sempre muito bom: beneficia-se desse investimento que cobra que o outro se sacrifique. Por isso, quando sente que pode perder, (re)lança as promessas do sonho. Cria, desse jeito, o efeito de um vício: de um lado, a dor; do outro, as promessas extasiantes e o alívio ilusório. Como qualquer dependência, vai criando um efeito de tolerância. É necessária uma dose cada vez maior – geralmente de conflito.

Como não pode perder, pode também se valer de manipulação, do isolamento da vítima e de desvalidação para mantê-la com a autoestima baixa, sozinha e, portanto, cativa ao relacionamento.

https://youtu.be/urYlwrx4QSA

Resgate-se!
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SOBRE O AUTOR:
Luiz Mateus Pacheco é graduado em psicologia e estudante apaixonado das relações humanas. Ajuda as pessoas a encontrarem maior consciência sobre seus relacionamentos e, portanto, a se tornarem mais saudáveis.

O perigo de aceitar como normal aquilo que nos causa sofrimento

O medo do sofrimento

Todos nós temos medo de sofrer acontecimentos “traumáticos” na vida. E muitas vezes, esse medo direciona a nossa vida para bem longe dos conflitos.

E assim, à medida que tentamos evitar situações estressantes, que podem nos causar sofrimento (acidente, doença, divórcio, brigas, perdas, conflitos ou situações de guerra), ocorrem em nosso ambiente outras situações que parecem mais tranquilas.

No entanto, diversos estudos sobre o estresse e seus impactos na vida diária (Sandin e Choroit, 1991), demonstram que são os pequenos estresses do dia a dia que causam um maior número de problemas mentais.

“Não era a profundidade o que me afogava, mas o tempo que passei debaixo d’água”. Frida Kahlo

Quais são os problemas que nos afetam diariamente?

Existem muitas rotinas diárias em nossa vida que podem estar afetando nossa saúde física e emocional.

As rotinas diárias são aceitas pelo compromisso social, pelo hábito, necessidade, medo da mudança ou obrigação. Na maioria das vezes isso acontece inconscientemente.

Citamos aqui alguns fatores que, com o passar do tempo, podem nos afetar. Se você lida com eles, é conveniente fazer uma mudança ou colocar um ponto final.

Atitudes superprotetoras.

– Ciúmes do parceiro.

– Conflitos no trabalho, no casamento, com familiares ou amigos.

– Problemas de comunicação com os demais.

– Brigas e gritos que não o deixam descansar.

– Isenção de responsabilidades.

– Acúmulo de tarefas.

Não se esqueça de que, dependendo da pessoa, a situação pode ser mais ou menos estressante.

Reflita: até que ponto isto que aceito como normal está me prejudicando como pessoa?

É correto permitir que meu espaço seja desrespeitado continuamente? Qual é o limite e como lidar com tudo o que me desagrada?

As consequências dos pequenos estresses diários

Esses pequenos problemas muitas vezes passam despercebidos até que se manifestam de forma mais evidente.

Sentimos impotência e culpa por percebermos que muitas dessas coisas desagradáveis já nos fizeram bem. Esse sentimento é normal quando tentamos enfrentar e acabar com um problema; muitas coisas mudam e outras permanecem estáveis.

O importante é perceber que o nosso ambiente é favorável a nós, e não hostil.

Isto não tem nada a ver com a sua capacidade de sacrifício, luta e entrega. É uma questão de inteligência emocional.

É difícil remar forte e por muito tempo, por isso tente encontrar um ambiente favorável para você e não um ambiente que complique mais a sua vida.

Do contrário, esse sentimento de impotência frente aos estressores vai se tornar crônico, nos tornaremos mal humorados e não conseguiremos realizar mudanças produtivas em nossa vida.

Nossas rotinas diárias serão prisões para nossos sentidos e desejos, e até a depressão pode aparecer como consequência desses pequenos “problemas diários”.
Portanto, faça uma pausa, tente encontrar momentos de descanso e relaxamento para recuperar as forças e seguir em frente.

Relaxar nos ajuda a renovar, a voltar  com mais energia e com os pensamentos e as ideias mais claras.

Cuide da sua rotina,
cuide do seu dia a dia,
cuide de você.

Texto original em espanhol de Cristina Roda Rivera

Coach Giardino
Executive & Life Coach
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