6 TIPOS DE RELAÇÕES TÓXICAS

Por Luiz Mateus Pacheco,

Amor é verbo, possui muitas conjugações. Existem muitas formas de amar e ser amado, mas algumas delas são perigosas. Confira aqui seis tipos de relações tóxicas:

1. AMOR DE DEPENDÊNCIA

A dependência no amor pode ser tanto psicológica, quanto financeira, embora frequentemente a primeira se encontra mascarada por trás da segunda. Neste tipo de amor, um não pode viver sem o outro, depende da opinião, da forma de agir e também de sentir do parceiro. Em suma, depende do desejo do outro. Está escravizado! Depender de um outro para dar sentido à própria vida é eclipsar o próprio ser. Uma vida depende da outra. Assim, dois podem se tornar um numa unidade funcional onde os limites ficam turnos — também chamado de amor simbiótico. A dependência pode ser mútua ou estar mais focada num lado da relação. De qualquer forma, tanto dependente quando “dependido” sofrem o peso desta forma tóxica de amar. Pode também estar mascarada: a necessidade de ajudar ao ponto de se esquecer da própria vida também pode ser um tipo de dependência — a codependência. Dependência gera sofrimento. O sofrimento potencializa a dependência. Assim está armado o cenário de uma verdadeira gaiola.

2. AMOR SUSTENTADO PELO MEDO

Muitas pessoas se mantém num “amor” porque tem medo de ficarem sozinhas. Tem medo do abandono, medo de nunca mais encontrar alguém, medo de ter que se virar. Se manter num relacionamento por medo é uma ótima receita para o sofrimento. Além disso, o medo pode encontrar o outro lado desta equação: pode-se manter numa relação por medo da outra pessoa. Então se está coagido a ficar! Ou pior: pode-se sentir este medo como uma proteção, cenário próprio do amor romântico com suas idéias de dominação masculina sobre a feminina, às vezes sob a forma de exibição de poder (vale lembrar que, numa relação, com frequência o dominador é também dominado). Num nível mais profundo, a agressão e o temor podem estar confundidos com o amor e assim alguém estar compelido na busca de relações violentas. O medo não é proteção! Não deixe que ele se torne sua prisão!

3. RIVALIDADE NO AMOR

Dizem que os opostos se atraem. Isso nem sempre é verdadeiro. Quando encontramos no amor o semelhante, a relação pode se transformar numa verdadeira arena de batalha. Enquanto uma pequena dose de competitividade pode ser saudável para manter a chama da relação acesa – especialmente quando acompanhada de admiração –, o exagero dela vai tornar o amor uma verdadeira guerra! O amor, para que atinja seu objetivo, deve promover o crescimento e desenvolvimento mútuo. É um jogo onde o objetivo é se manter de pé e não encontrar um vencedor sobre um perdedor. O amor onde sempre um tem que perder é um amor de aflição.

4. AMOR DE DOMÍNIO E POSSESSÃO

Ninguém é de ninguém. Se você vive num relacionamento onde precisa constantemente se justificar e prestar explicações sobre o que faz, onde vai e até o que veste, você vive um amor de domínio. Este tipo de amor é aquele onde um tem o poder sobre o corpo do outro, as decisões e até mesmo as opiniões. É um amor que restringe a liberdade, que aprisiona e tolhe o Ser. Pode ser, também, muito mais sutil: o apropriamento de bens subjetivos do outro por meio da manipulação silenciosa ou de chantagens afetivas. O controle da verdade também é um tipo de dominação. Ditar as próprias verdades como as únicas ou bater martelos forte demais é uma forma de abusar do outro. Nenhuma verdade é absoluta. Mas se engana quem pensa que domina apenas quem dita as regras e dá a última palavra: existe, na passividade, um estranho tipo de domínio. A palavra possessão vem do étimo latino que significa “estar sentado em cima de”. Da mesma forma, a passividade pode esconder um controle sobre aquilo que é, de fato, tão submisso que faz tudo para o outro, mascarando sua dependência. A relação dominador/dominado nem sempre é clara e carrega muita ambiguidade. Este é um amor que cobra a dívida do sacrifício.

5. AMOR NARCISISTA

Neste tipo de relação, um ama o outro por aquilo que este lhe pode dar. Exibe o seu parceiro como signo de status, como uma verdadeira posse, um troféu. É um amor que ama não ao outro, mas ao engrandecimento do próprio Eu. Assim como a relação de dominação, ele também tem um avesso: o narcisismo enrustido, porquanto aqui nem sempre é quem é exibido o verdadeiro narcisista deste tipo de amor. O narcisista enrustido é aquele que, não podendo brilhar, brilha projetivamente através do outro. Ele alimenta e até mesmo se apaga para que o outro brilhe mais, mas toma este parceiro como signo de seu próprio eu, como troféu que exibe orgulhosamente. Como aqui se ama por próprio benefício, não se ama o outro, mas uma coisa. É um amor que usurpa o que é do outro, mas que pode estar alimentado em duplo benefício — um conluio que pode ser de ordem inconsciente.

6. AMOR TANTALIZANTE

Tantalizante vem de Tântalo, personagem grego que foi castigado no eterno suplício de desejar e não poder alcançar. Assim como ele, neste amor se promete, mas não cumpre. É o amor que “não ata nem desata”, onde não se assume uma posição ao ficar na ambiguidade, onde se promete, mas pouco se cumpre a não ser o suficiente para atiçar o desejo e deixar com água na boca. Este amor é um amor de configuração perversa. Ao seduzir desta forma, se captura o desejo do outro e o torna prisioneiro. É um amor que se torna um vício.

O amor é força de vida. Para que atinja seu objetivo, deve permitir crescimento mútuo. Amor é plural, mas antes disso precisa ser singular: quem não se ama, incorre o risco das armadilhas das relações abusivas. Invista no autoconhecimento, invista em você!

Coach Giardino
Executive & Life Coach
Contato:
contato@ricardogiardino.com
55 71 98545-4125

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