Projeto de Intervenção: A VIOLÊNCIA E A COMUNICAÇÃO NÃO-VIOLENTA. Perspectiva na formação do professor.

Por Coach Giardino

PROJETO DE INTERVENÇÃO

O PROFESSOR COMO MEDIADOR, USANDO A COMUNICAÇÃO NÃO-VIOLENTA COM OS ALUNOS DO 5º ANO DA ESCOLA ROUXINOL, COM ENFOQUE EM REDUZIR A VIOLÊNCIA VERBAL.

Coach Giardino formação

  1. INTRODUÇÃO

Quando falamos em violência, nos vem à cabeça, apenas a violência física. A questão é muito mais ampla. A UNICEF Brasil classifica em sua página na internet os vários tipos de violência: tortura, violência psicológica, discriminação, violência sexual, violência física, negligência e abandono; trabalho infantil, tráfico de crianças e adolescentes.

A violência apresentada nas mídias é realmente preocupante. É a mesma encontrada em algumas Escolas, no entanto, a violência que exige da família e da comunidade escolar uma intervenção imediata,  é a violência verbal e psicológica. Uma violência nutre a outra, e devemos atuar pela raiz do problema, reeducar a nossa forma de comunicar como profissionais e ensinar a nossos alunos a forma ideal de comunicação.

Atualmente a Escola Rouxinol, pertencente a rede privada de Salvador Bahia, situada no bairro do Doron. Em grande maioria a população do bairro é constituída por donas de casa e trabalhadores do comercio e serviço. A instituição trabalha com a Educação Infantil e Ensino Fundamental do 1º ao 8º ano, possui aproximadamente cerca de 20 colaboradores, e destes, cinco são professoras que atendem as primeiras series do fundamental 1 e atualmente é  mantida por cerca de 200 famílias.

A motivação para está intervenção surge a partir das avaliações formativas em sala de aula, e com a professora do 5º ano. Outro aspecto que nos chama atenção é número crescente de alunos encaminhados à secretaria da Escola, para mediar conflitos: aluno x alunos, alunos x professor, e nenhum com a caracterização de violência física.

A intervenção tem a intenção em promover a formação continuada, utilizar as técnicas da Comunicação não violenta, desenvolvidas e estudadas pelo Doutor em Psicologia Marshall Rosemberg, com a professora do 5º ano, da Escola Rouxinol. Para que ela desenvolva em si e aplique as técnicas com a turma,  em idade entre 10 e 11 anos.

  1. OBJETIVOS

Promover a formação continuada da profissional em sala de aula, auxiliando na mediação dos conflitos, gerando um clima de empatia e propor aos alunos a redução do desrespeito, dos palavrões, do desprezo, das críticas e consequentemente da ida a secretaria. Ajudando a mediar os próprios conflitos, utilizando como recurso a comunicação não violenta.

2.1 Objetivo Geral

Capacitar a professora com a comunicação não violenta, para intermediar os conflitos e assim reduzir o índice violência dentro da sala de aula por  desrespeito aos colegas e a docente.

2.2 Objetivo Específico   

Ensinar e motivar  a educadora a manter boas relações e a mediar os conflitos sem preferência por aluno em especifico;

Utilizar a mediação como atuação preventiva em assuntos como a violência verbal;

Reconhecer a mediação como mecanismo de mudança de comportamento;

Preparar a docente para estreitar laços afetivos com os alunos;

Desenvolver competências básicas para uma boa comunicação assertiva e empática;

  1. JUSTIFICATIVA

A violência, em quaisquer de suas formas não é justificável. Sendo assim, justifica a intervenção.

Este projeto de intervenção tem duas intenções: a primeira é preparar a educadora e muni-la de ferramenta, que ajude no processo de mediação dos conflitos gerados em sala de aula. Seja de ordem emocional, psicológica e física. Sendo, o último inadmissível. E a segunda intenção é promover uma reflexão e observação que fomente as boas relações pelo não julgamento, que permeie o entendimento e compreensão das próprias emoções e promova empatia no sentido de compreender o outro, e assim, dar nomes a estes sentimentos. Com certeza, vai contribuir em como se expressa as necessidades e a maneira de pedir com clareza.

Sendo assim,  o pretendemos reduzir o número de alunos do 5º ano encaminhados à secretaria por conflitos, melhorar as relações interpessoais na comunidade escolar, colaborar com o desenvolvimento da profissional oferecendo uma ferramenta a mais para a prática docente e estimular os envolvidos a prática da empatia.

  1. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Em um primeiro momento será feito um convite formal, para participar do ensino programado, a professora do 5º ano, com a proposta desta intervenção.

“Método individualizado de ensino – busca atender os alunos individualmente, considerando suas características  particulares, como maturidade, capacidade de aprendizado e habilidades intelectuais”. (Haydt 2011)

Sendo aceito pela docente, a intervenção acontecerá em dias previamente agendados, conforme a sua disponibilidade. As aulas serão ministradas pelo Coach Giardino, especialista em mediação de conflitos.

O projeto esta dividido em três etapas:

  1. Instrução/ conceitos (aula 1) – Será uma aula expositiva participativa, de aproximadamente 30 minutos, para instruir e formar a professora com a proposta da comunicação não violenta.
  2. Prática/sala (aula 2) – Será uma aula dinâmica com a turma, a professora vai aplicar os conceitos aprendidos sobre a comunicação não violenta, em sala de aula com os alunos.
  3. Avaliação da proposta (aula 3) – Verificar o nível de satisfação da professora com o método, reforçar os conceitos e o nível de compreensão do conteúdo. Será uma aula avaliativa de aproximadamente 30 minutos.
  1. METAS/AÇÕES/ATIVIDADES

 

METAS AÇÕES / ATIVIDADES
Formação do professor com comunicação não violenta. ·  Reconhecer os tipos de violência (física, verbal e psicológica);

·  Demonstrar a responsabilidade com  mediação;

·  Determinar os aspectos da comunicação não violenta.

Diferenciar observação e avaliação. ·  Exercício prático de observação e avaliação
Identificar e expressar sentimentos. ·  Exercício prático de identificar e expressar sentimentos
Assumir responsabilidade pelo sentimento expresso. ·  Exercício prático assumir responsabilidade pelo sentimento.
Aprender a fazer pedidos claros. ·  Exercício prático para fazer pedidos
Conhecer os 4 passos da comunicação não violenta. ·  Aplicar em sala de aula a dinâmica da comunicação
Estimular os estudantes a praticar o diálogo. ·  Aplicar em sala de aula a dinâmica do dialogo “Monólogo e diálogo” (adaptada)
Avaliar intervenção com a professora e com os alunos. ·  Questionário com três perguntas para analisar o nível de compreensão da professora e da turma.

 

 

  1. CRONOGRAMA

 

 

Período

               Atividade

 

20 Junho

 

11 Julho

 

16 Julho

 

25 Julho

Consultar interesse da professora em participar da proposta X      
Treinamento com a professora   X    
Aplicação com os alunos do 5º ano     X  
Avaliação com a professora (conceitos e compreensão)   X    
Avaliação com os alunos     X  
Avaliar com a professora a sua intervenção e interação com os alunos.       X

 

 

  1. REFERENCIAL TEÓRICO

 

O presente projeto de intervenção parte do pressuposto de quatro perspectivas importantes e que referenciam: a formação continuada do docente; a violência na (da) escola em suas diversas formas; a BNCC – base nacional comum curricular; LDB – Lei das Diretrizes e Base da Educação Nacional e os princípios da comunicação não violenta.

A formação continuada

Vivemos em um mundo globalizado, onde a informação circula de forma rápida e dinâmica. E sabemos que a construção do saber, se dá pela dinâmica e pelo uso que o educador faz das ferramentas ou metodologias disponíveis.

“Estamos vivenciando um momento em que a informação e o conhecimento são requisitos indispensáveis para a vida profissional.”  (CHIMENTÃO, 2009 Pág 1)

 A diferença entre informação e conhecimento:

“Informação refere-se a tudo aquilo que é disponibilizado…só se torna conhecimento quando o individuo lhe atribui sentido, quando a interpreta.”  (CHIMENTÃO, 2009 Pág 2)

 Estar bem informado não é sinônimo de ter conhecimento. É dever de o educador buscar e utilizar a informação para gerar conhecimento e bem como formação. Cabe à escola fomentar a construção do conhecimento aos docentes e discentes.

“Cabe à escola possibilitar a construção do conhecimento.” *CHIMENTÃO, 2009 Pág 2)

 “Sobre o professor em serviço também recaem algumas novas exigências, mais do que nunca, o educador deve estar sempre atualizado e bem informado.” (CHIMENTÃO, 2009 Pág 2)

Nesta perspectiva  a escola deve ser um espaço de transformação, que provoque mudanças e que em seu processo diário, forme e qualifique o educador:

“No nosso entendimento, a formação continuada será significativa e ajudará a provocar mudanças na postura do professor quando conseguir formar um professor: a) competente na sua profissão, a partir dos recursos que ele dispõe; b) dotado de fundamentação teórica consistente; e c) consciente dos aspectos externos que influenciam a educação, que a educação não se resume à sala de aula ou à escola, mas está presente num contexto cujas características interferem no seu andamento.” (CHIMENTÃO, 2009 Pág 5)

 A violência na (da) escola

Em números crescentes, vez por outra, recebemos uma notícia que nos preocupa e nos faz refletir sobre o assunto. Somos uma sociedade democrática, estimulamos e desejamos que a nossa forma de ser seja respeitada. No entanto, em recente estudo publicado em “Educar em Revista”, mostra que incentivar as relações democráticas é insuficiente, supõe, que necessitamos de recursos e mecanismos para trabalhar:

“Aponta-se neste estudo que o incentivo às relações democráticas, embora importante, é insuficiente para trabalhar a violência no âmbito escolar.” (A,J,F e S,  2010, pág 217)

Sendo um assunto que nos trás preocupação e mobilização.

“A problemática da violência, seja aquela em que o jovem é vitima seja aquela que é protagonizada por ele, vem provocando crescente perplexidade e sendo objeto de grande preocupação no meio escolar.” (A,J,F e S,  2010, pág 218)

Seria a nossa permissividade ou o nosso excesso de controle que gera ou provoca a violência no contexto escolar? Seriam vários os fatores, no entanto:

“Estes estudos indicam também que a exacerbação da disciplina contribui para piorar a incidência da violência escolar.” (A,J,F e S,   2010, pág 223)

No contexto escolar, se observa as agressões de todos os tipos. Se supõe que a presença do adulto intimida, talvez por isso, a violência física é de menor incidência:

“Os tipos de violência assinalados por eles como estando mais presentes no dia a dia escolar são as ameaças e agressões verbais entre alunos e entre estes e os adultos.” (A,J,F e S,  2010, pág 218)

 Existe uma resistência por parte de alguns coordenadores, em proporcionar intervalos com crianças de idades bem diferentes. Por outro lado, deixar professores e moniores nas áreas comuns da comunidade para administrar os possíveis conflitos.

“em estudo no qual procurou investigar a relação entre os alunos, constata que as agressões entre pares são cometidas principalmente nos intervalos entre as aulas, nos pátios, no recreio e nos corredores. Na sala de aula sua incidência é menor embora esteja presente de uma forma mascarada, isto é, disfarçada como uma brincadeira.”  (CAMACHO, 2001;  A,J,F e S, 2010, pág 222)

No centro do furacão o aluno, vítima de uma família ausente, violenta e “sem recursos”, pois, deseja educar como foi educada. Momento importante para a comunidade escolar para oferecer possíveis caminhos.

“Resolução de conflitos. Propõem-se situações que permitam os jovens vivenciar experiências de resolver conflitos por meio de procedimentos de negociação.” (A,J,F e S, 2010, pág 228)

Com isso, devemos utilizar todas as possibilidades e as propostas possíveis, para intervir de forma rápida e objetiva em toda a comunidade escolar.

“As propostas são centradas no cotidiano e com uma proposta de intervenção voltada a educar os agentes escolares, alunos, professores, diretores e funcionários, a lidar com as pequenas agressões cotidianas que aparecem no desrespeito, segregação, exclusão e indiferença ao outro.” (A,J,F e S , 2010, pág 228)

             BNCC – Base Nacional Comum Curricular

É dever dos educadores promover o debate em sala de aula, onde os educando exponham as experiências individuais, familiares e sociais. Por meios de rodas de conversas, onde ocorram às possibilidades e as intervenções adequadas, com o fim, de que possam compreender a si ao outro:

“No ensino fundamental – anos iniciais, é importante valorizar e problematizar as vivências e experiências individuais e familiares trazidas pelos alunos, por meio do lúdico, de trocas, da escuta e de falas sensíveis, nos diversos ambientes educativos.” (BNCC, 2017, pág 351)

  Como um mecanismo de desabafo, de encontrar soluções, de permitir-se ver como é, de promover o a tolerância às pluralidades da nossa sociedade:

“Compreender a si e ao ouro como identidades diferentes, de forma a exercitar o respeito à diferença em uma sociedade plural e promover os direitos humanos.” (BNCC, 2017, pág 353)

LDB – Lei das Diretrizes e Bases – Lei 9394/96

A violência na escola chama atenção em virtude de vários episódios ocorridos nos últimos tempos,  A legislação nos orienta a propor um trabalho de prevenção e combate a todo e qualquer tipo de violência.

 “Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de:

IX – promover medidas de conscientização, de prevenção e de combate a todos os tipos de violência, especialmente a intimidação sistemática (bullying), no âmbito das escolas; (Incluído pela Lei nº 13.663, de 2018)

X – estabelecer ações destinadas a promover a cultura de paz nas escolas. (Incluído pela Lei nº 13.663, de 2018)”

A comunicação não violenta

Existe um caminho e um viés para combater a violência. A própria palavra “combater” sugere uma possível “guerra”. E a proposta de Marshell é justamente o contrário. Sem nenhum “combate” podemos melhorar o nível da nossa comunicação.

“O que eu quero em minha vida é compaixão, um fluxo entre mim mesmo e os outros com base numa entrega mutua, do fundo do coração.” Marshall, 2006, Pág 22

Olhar o outro com um novo olhar, com outra perspectiva. O primeiro olhar é para si próprio – como me sinto hoje? Como me vejo diante dos outros? Aquela pessoa está triste? Com raiva?.

“Quando nos concentramos em tornar mais claro o que o outro está observando, sentindo e necessitando em vez de diagnosticar e julgar  descobrimos a profundidade da nossa própria compaixão. Pela ênfase de escutar profundamente – a nós e aos outros.” Marshall, 2006, Pág 24

As músicas tocadas aos sons altos e ensurdecedores, os jogos vistos com suor e gritaria, as noites de novelas e noticiário. Uma vida movida de festas, bebidas, quando não, em casa na frente de um aparelho.  Extrato da nossa sociedade.

“Acho que meu condicionamento cultural me leva a concentrar a atenção em lugares onde é improvável que eu consiga o que eu quero.” Marshall, 2006, Pág 25

Como ver e não sentir, não se incomodar e não emitir um juízo de valor, se a nossa criação segue certos padrões de condutas. Para saber o que moral ou imoral, temos que emitir um juízo de valor. Com base na educação recebida emitimos o julgamento.

“Para a maioria de nós, é difícil fazer observações que sejam isentas de julgamento, criticas ou outras formas de análise sobre as pessoas e seu comportamento.” Marshall, 2006, Pág 53

Marshall (2006) nos diz é possível. Esse é primeiro ponto importante da comunicação não violenta: “A observação”

“Primeiramente, observamos o que está de fato acontecendo numa situação: o que estamos vendo os outros dizerem ou fazerem que é enriquecedor ou não para nossa vida? O truque é ser capaz de articular essa observação sem fazer nenhum julgamento ou avaliação.” Marshall, 2006, Pág 26

As relações recebem um impacto. Os conflitos internos são confrontados com os encontros, que se tornam desencontros. Às vezes falamos bem, em outras, falhamos na comunicação. A questão parecia que era como falávamos. No entanto, o certo é que as nossas observações estão carregadas de juízo de valor.

“Quando combinamos observação com avaliação, as pessoas tendem a receber isso como crítica.” Marshall, 2006, Pág 52

A recíproca é verdadeira, no momento em que nos sentimos “atacados”. Estamos sendo de verdade ou nos sentimos atacados? Os fatores: nossa relação emocional pessoal, interpretação do momento e outras variáveis são importantes.

“Em seguida, identificamos como nos sentimos ao observar aquela ação: magoado, assustados, alegres, divertidos, irritados etc.” Marshall, 2006, pág 26

Segundo ponto importante da comunicação não violenta: Os sentimentos. Tarefa desafiadora em meio ao conflito, dentro da situação desenvolver uma atitude da qual não fomos ensinados. A olhar os sentimentos envolvidos dentro e fora de nós, vai gerar uma atitude conciliadora.

“ Desenvolver um vocabulário de sentimentos que nos permita nomear ou identificar de forma clara e específica nossas emoções nos conecta mais facilmente uns com os outros. Ao permitirmos ser vulneráveis por expressar nossos sentimentos, ajudamos a resolver conflitos.” Marshall, 2006, Pág 79

Quando fazemos algo para alguém, fazemos por fazer? Quando desejamos algo, desejamos por desejar? As relações encontram sentidos nas trocas. Seja de objetos ou de afetos. Incluindo as experiências, expectativas e desejos diferentes. Precisamos do dialogo interno e externo para compreender quais são as verdadeiras necessidades.

“…a partir do momento em que as pessoas começam a conversar sobre o que precisam, em vez de falarem do que está errado com as outras pessoas, a possibilidade de encontrar maneiras de atender às necessidades de todos aumenta enormemente.” Marshall, 2006, Pág 87

Existe um elo entre o que sentimos e o que necessitamos. Algumas vezes pensamos necessitar e na verdade são apenas sentimentos não observados.

“A CNV aumenta nossa consciência de que o que os outros dizem e fazem pode ser o estímulo, mas nunca a causa dos nossos sentimentos. Com ela, vemos que nossos sentimentos resultam de como escolhemos receber o que os outros dizem e fazem, bem como de nossas necessidades e expectativas específicas naquele momento.” Marshall, 2006, Pág 83

Importante tanto quando os outros o terceiro pondo da comunicação não violenta, nos leva a pensar: Quais são as nossas necessidades diante de um conflito? Esse é um desafio que vai promover um equilíbrio nas relações.

“Se não valorizarmos nossas necessidades, os outros também podem não valorizá-las.” Marshall, 2006, Pág 90

E para completar, o quarto item da comunicação não violenta é o pedido.  Pedir o que não se quer, no entanto se sente, parece confuso. Por não compreender os nossos sentimentos e as nossas necessidades, muitas vezes nem pedimos e em outra pedimos de forma desorientada.

“É comum não termos consciência do que estamos pedindo.” Marshall, 2006, Pág 126

Em hipótese alguma, se trata de se submeter a qualquer pedido. Os envolvidos podem  expressar o que desejam e encontrar um meio que beneficie a ambos.

“Quando os outros confiam que nosso compromisso maior é com a qualidade do relacionamento, e que esperamos que esse processo satisfaça  as necessidades de todos, então elas podem confiar que nossas solicitações são verdadeiramente pedidos, e não exigências camufladas.” Marshall, 2006, Pág 136, 137

A comunicação não violenta nos propõe um novo paradigma nas relações. Antes de ser utilizada pelo professor em sala de aula, é necessário que ele compreenda e internalize os conceitos.

  1. AVALIAÇÃO

Que a professora seja capaz conhecer os aspectos da comunicação não violenta e saiba escolher as formas disponíveis para mediar às intervenções feitas em sala de aula;

A docente saiba reconhecer a violência sutil e escolha  a mediação sem julgar e sem escolher preferidos;

Identifique a prevenção como um mecanismo nos assuntos de violência em qualquer nível e argumente de forma assertiva para o desenvolvimento de uma boa comunicação;

Reconhecer a empatia em sua forma descrita pelo Dr. Mashall Rosemberg, e a escolha para trabalhar e desenvolver os laços de união da turma.

  1. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Livros:

Rosenberg, Marshall B. Comunicação não-violenta: técnica para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. Editora Ágora, 2006

 Artigos:

Chimentão,  Lilian Kemmer ,  < chrome-

extension://oemmndcbldboiebfnladdacbdfmadadm/http://www.uel.br/eventos/conpef

/conpef4/trabalhos/comunicacaooralartigo/artigocomoral2.pdf >  .

Acesso em: 26 jun. 2018.

Material da Internet

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. BNCC – Base nacional comum curricular, 2017, disponível em:

<file:///E:/Apresenta%C3%A7ao%20Curso%20de%20Coaching/Programa%20Coaching

%20Portugu%C3%AAs/M%C3%B3dulo%206%20Coaching%20Educacional/BNCC.pdf>

Acesso em jun.2018

BRASIL. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm Acesso em jul.2108

UNICEF Brasil Tipos de Violência. Disponível em:

< https://www.unicef.org/brazil/pt/multimedia_27141.htm&gt; . Acesso em: 20 mai. 2018.

Dicas de dinâmicas, Dinâmica: Monólogo e diálogo. Disponível em: < www.dicasedinamicas.com.br>. Acesso em: 23 jun. 2018.

Coach GIardino

Coach Educacional

Contato:

contato@ricardogiardino.com

71 98545-4125

 

 

 

 

Publicado por

Coach Giardino

Paulistano de alma e baiano de coração, pedagogo, escritor e autodidata Coach Giardino deixou São Paulo com a família aos seis meses para morar em Salvador. Se profissionalizou em Contabilidade, Gestão Comercial e Executive & Life Coach, até que saiu pelo mundo sedento por ampliar seus horizontes. Viveu Barcelona, Girona e Tarragona provincias espanholas por aproximadamente 12 anos. Cresceu em meio à ruas nostálgicas de Salvador, tanto as antigas e as modernas. Curioso do desconhecido, do comportamento humano e ciente das muitas possibilidades. Protetor apaixonado das crianças e das mulheres, especialmente no Brasil e ao redor do mundo. Missão> Facilitar para que clientes reconheçam e se apropriem de seus potenciais internos e com base transformem seus sonhos em metas realizáveis.

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