Coach Educacional: Reflexão sobre a Educação Brasileira em pleno século 21.

A ESCOLA é a resposta ideal para a necessidade de trabalhadores. Foram os próprios industriais do século XIX (Andrew Carniege, JP Morgan, Jonh Rockefeller e Henry Ford) que financiaram a escolarização obrigatória através de suas fundações. Onde colocam os filhos destas pessoas para trabalhar? Como educamos para que aprendam a ler? E criamos operários inteligentes. São considerados grupos homogêneos A Educação continua sendo a mesma, uma ferramenta para preparar trabalhadores úteis ao sistema e uma ferramenta útil para que a cultura permaneça sempre igual e sempre se repita. O que significa conservar a estrutura atual da sociedade A escola foi complementada por pesquisas sobre o controle da conduta. Propostas de utopia sociais e categorias de superioridade racial. Não é de se estranhar que o primeiro estado com o sistema prussiano ou similar,  foi com o passar das gerações focos de xenofobia e nacionalismo extremo. O modelo de produção industrial de linha de montagem era perfeito para a escola. A educação de uma criança era comparada a manufatura de um produto. Por tanto requeria uma series de passos determinados  em uma ordem específica. Separando as crianças por gerações em graus escolares. Em cada uma destas etapas, determinados elementos seriam trabalhados, conteúdos que assegurariam o sucesso, pensados minuciosamente por um especialista. Digamos que o professor seja a figura que é encarregada de ensinar uma serie de conteúdos que condizem porque alguém determinou assim, com uma idade especifica. Mais a educação não é preparada por biólogos, e curiosamente não são educadores que a preparam. São administradores. São pessoas que não dão aula. Nesta linha de montagem uma pessoa estaria a cargo de uma parte do processo, insuficiente para conhecer o mecanismo na sua totalidade, quanto às pessoas em profundidade. Um docente por ano, por matéria, a cada 30 ou 40 alunos, chegando ao ponto que o processo acabe sendo meramente mecânico. A educação como estamos vendo hoje é administrativa. Alunos que chegam;  professores que dão aula. Alunos que se vão;  professores que se vão.  E no dia seguinte repete-se o ciclo. Há repetição demasiadas para crianças, coloca o professor com a carga horária alta e com poucas horas de atenção ao aluno em particular. Então vai dirigir-se sempre ao grupo todo. É claro que se eu tenho 30 crianças, não posso supor que todas as crianças queiram fazer as mesmas coisas ao mesmo tempo. Este sistema de linha de montagem que nasce com o Taylorismo, foi aplicado em indústrias, escolas, exércitos de diferentes países e culturas ocidentais. Até poucas décadas atrás, a escola tinha estas semelhanças  com o quartel ou um abrigo, inclusive o recreio terminava com um sinal anônimo, não humano. O que se ensina a criança a se adestrar, pouco a pouco, para parar em um determinado lugar, atras de determinada cabeça para formar uma fila, geralmente do menor ou maior. Durante os últimos séculos, seguimos construindo as nossas escolas a imagem e semelhança das prisões e das fabricas. Priorizando o cumprimento de regras e do controle social. A escola foi pensada como uma fabrica de cidadãos obedientes, consumistas e eficazes. Onde aos poucos, pessoas se convertem em números, qualificações e estatísticas. As exigências e pressões do sistema acabam desumanizando a todos, que vão alem dos professores, diretores ou inspetores escolares. São considerados grupos homogêneos. Com conteúdos homogêneos, que tem que obter resultados parecidos. Todos temos que saber as mesmas coisas. Apesar de nos adultos não sabermos as mesmas coisas. Apesar de não nos dedicarmos a mesma coisa. Nas escola todos têm  que querer fazer o mesmo. e tem que fazê-lo igualmente bem. Então, a escola tem pouca capacidade de responder as necessidades individuais, porque a escola instrui. É um centro de instrução e é isso o que ela faz. QUEM NÃO APRENDE FRACASSA. É a realidade.
Então, isso de alguma maneira implica que o sistema educacional é um sistema de exclusão social. Ele seleciona o tipo de pessoa que irão chegar a universidade, para então fazer parte de um tipo de elite, que domina as empresas, que domina os sistemas de produção, de economia, de comunicação, etc. Outro tipo de pessoas para as quais a escola não é suficientemente adequada, estão destinada a outro tipo de trabalho mais precário, porque não vão possuir diplomas, para poder fazer mais nada. O sistema e os estados, não se preocupam com isso. Não, sinceramente, não estão preocupados com o ser humano enquanto pessoa, enquanto individuo. E nesses termos, toda a educação que busque outra coisa DEVE SER PROIBIDA. A realidade é que a essência da escola prussiana está imersa na própria estrutura de nossa escola: os testes padronizados, a divisão de idade, as aulas obrigatórias, os currículos desvinculados da realidade, o sistema de qualificações, as pressões sobre professores e crianças, os sistemas de prêmios e recompensas, os horários rígidos, o claustro, e a separação da comunidade, a estrutura vertical, tudo isso continua fazendo parte das escolas do século XXI A escola está fechada ao mundo exterior.  Dr. Carlos Caixo Muñoz, educador investigador estava explicando o título do seu  livro:  O mapa escolar, o território educacional, para indicar essa fabula do cartógrafo que conta bolas, que começa a fazer um mapa de um território qualquer,  e se esforça para fazer o mais perfeito possível, o mapa acaba substituindo o território. Hoje em dia a escola se enclausurou, se enfiou dentro do mapa. O que se ensina de verdade para os que estão no mapa, e não no território? Escola não é sinônimo de educação. A escola pode ser um velho mapa da sabedoria. Mais a educação é o território onde todo o aprendizado acontece. O que é uma boa educação? Conseguir que a maior quantidade de crianças atravessem os padrões de qualidade. E obtenham ferramentas e conhecimentos não lês interessam para superar barreiras que outros lês impõe. O objetivo da educação não era alcançar uma boa qualidade de vida? Esqueçamos por um instante tudo que sabemos sobre educação. Toda a nossa forma de entender a escola. Tudo que nos disseram que devíamos aprender na vida. E o que devíamos ensinar aos nossos filhos. Começar a ver cada coisa. A revisa-la como se nunca estivéssemos vistos, ou seja, cada ação, cada atitude, cada costume. Se não estivéssemos fazendo as coisas que vimos fazer, sempre as fizemos assim, como as faríamos hoje? É balançar a cabeça e dizer: vamos recomeçar! Vamos recomeçar… “Não me sigam, sigam a criança” Maria Montessori Qual a sua proposta para recomeçar…? Coach Giardino Coach Educacional Mediador de Conflitos Contato: (71) 985454125 contato@ricardogiardino.com  

Publicado por

Coach Giardino

Paulistano de alma e baiano de coração, pedagogo, escritor e autodidata Coach Giardino deixou São Paulo com a família aos seis meses para morar em Salvador. Se profissionalizou em Contabilidade, Gestão Comercial e Executive & Life Coach, até que saiu pelo mundo sedento por ampliar seus horizontes. Viveu Barcelona, Girona e Tarragona provincias espanholas por aproximadamente 12 anos. Cresceu em meio à ruas nostálgicas de Salvador, tanto as antigas e as modernas. Curioso do desconhecido, do comportamento humano e ciente das muitas possibilidades. Protetor apaixonado das crianças e das mulheres, especialmente no Brasil e ao redor do mundo. Missão> Facilitar para que clientes reconheçam e se apropriem de seus potenciais internos e com base transformem seus sonhos em metas realizáveis.

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