Coach Educacional: Desafios de Ensinar Ciências Com a Nova BNCC

Por Coach Giardino

A sensação de estímulos que provocam os desafios, depende de cada pessoa e contexto. A palavra desafio pode mudar em vários contextos.

O desafio pode ser encarado também como um problema, dificuldade, adversidade ou mesmo um ou vários obstáculos.

De certa forma, a palavra desafio nos leva o um nível diferente. Primeiro o pensar a ser desafiado, e segundo por desafiar. Como professor estamos em todo momento enfrentando desafios de ensinar e como educando desejosos em ser desafiados.

Desejo de muitos anos, de vários educadores, a exemplo do “Manifesto”:

“O “Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova“,[1] datado de 1932, foi escrito durante o governo de Getúlio Vargas e consolidava a visão de um segmento da elite intelectual que, embora com diferentes posições ideológicas, vislumbrava a possibilidade de interferir na organização da sociedade brasileira do ponto de vista da educação. Redigido por Fernando de Azevedo, dentre 26 intelectuais, entre os quais Roldão Lopes de Barros, Anísio TeixeiraAfrânio PeixotoLourenço Filho, Antônio F. Almeida Junior “,[2] Roquette PintoDelgado de CarvalhoHermes Lima e Cecília Meireles”.

“Em nosso regime político, o Estado não poderá, decerto, impedir que, graças à organização de escolas privadas de tipos diferentes, as classes mais privilegiadas assegurem a seus filhos uma educação de classe determinada; mas está no dever indeclinável de não admitir, dentro do sistema escolar do Estado, quaisquer classes ou escolas, a que só tenha acesso uma minoria, por um privilégio exclusivamente econômico. Afastada a ideia de monopólio da educação pelo Estado, num país em que o Estado, pela sua situação financeira, não está ainda em condições de assumir a sua responsabilidade exclusiva, e em que, portanto, se torna necessário estimular, sob sua vigilância, as instituições privadas idôneas, a escola única se entenderá entre nós, não como uma conscrição precoce arrolando, da escola infantil à universidade, todos os brasileiros e submetendo-os durante o maior tempo possível a uma formação idêntica, para ramificações posteriores em vista de destinos diversos, mas antes como a escola oficial, única, em que todas as crianças, de 7 a 15 anos, todas ao menos que, nessa idade, sejam confiadas pelos pais à escola pública, tenham uma educação comum, igual para todos.”[3]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Manifesto_dos_Pioneiros_

A BNCC é resultado de vários manifestos. Uma possibilidade de transformar, modificar e inferir em uma educação de qualidade.

A BNCC – Base Nacional Comum Curricular propõe diversos desafios para a nossa educação. Com ela, somos instigados a saímos da caixa, a nossa caixinha tradicional, com a esperança de oferecer um outra forma de educação aos educandos.

Desafios tais como:

  • estimular o letramento científico;
  • desenvolver a investigação.

Outros como:

  • hábitos saudáveis;
  • elaborar propostas sobre a reciclagem.

Utilizando ambientes que o cercam:

  • casa;
  • escola;
  • e, bairro.

Os eixos temáticos são Terra e Universo, Matéria e Energia e Vida e Evolução. abordados tantos nos anos iniciais como nos anos finais do fundamental.

A proposta é interessante, o professor, mediador, orientador na ações investigativas dos educandos. E longe do decorar conceitos, saibam utilizar as ferramentas de pesquisas, analisar dados e que possam seguir seus estudos com autonomia.

Plano de aula de Ciências 6º ano, elaborado pela Equipe da Nova Escola:

Objetivos de aprendizagem:

  • Identificar e quantificar as fases de um sistema.

Habilidade da Base Nacional Comum Curricular:

  • (EF06CI01) Classificar como homogênea ou heterogênea a mistura de dois ou mais materiais (água e sal, água e óleo, água e areia etc.)

Este plano foi elaborado pelo Time de Autores NOVA ESCOLA.

 

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Bibliografia

BRASIL. Ministério da Educação, (2017). Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf. Acesso em: 27.01.2019.

Wikipédia – Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Manifesto_dos_Pioneiros_da_Educação_Nova. Acesso em: 27.01.2019.

Nova Escola – Plano de aula – Aspectos visuais de misturas. Disponível em: https://novaescola.org.br/plano-de-aula/1937/aspectos-visuais-de-misturas#atividade. Acesso em 27.01.2019.

Coach Educacional: Aprender a Desaprender.

Por Coach Giardino

Existe hoje uma infinidades de formas de aprender, tudo que aprendemos na verdade, é uma repetição do que já foi aprendido. Nos dois casos, entre a forma de aprender e o que aprendemos, muitas vezes já está ultrapassado.

Poderíamos questionar a verdade do aprender. Para que aprendemos o que aprendemos? Ou seja, para que serve o que aprendemos? Podemos argumentar na subjetividade do aprender, ou mesmo, na necessidade de aprender algo que já esta ultrapassado.

Justificar o aprender como algo ultrapassado, pelo fato de perdermos o contato com a necessidade do aprender. Nos leva a refletir sobre o que de fato é essa necessidade. Necessidade de que? Para que?

O aprender tem uma relação direta com o pensamento. Normalmente, pensamos no que aprendemos, e partindo deste aprender, geramos outras necessidades de aprendizado.

“Piaget sustenta que a gênese do conhecimento está no próprio sujeito, ou seja, o pensamento lógico não é inato ou tampouco externo ao organismo mas é fundamentalmente construído na interação homem-objeto” (TERRA,??)

Sendo assim, qual a relação entre palavra e pensamento?

A palavra dá origem ao pensamento, partimos por este principio. Falamos de palavras faladas ou não falada? Existe uma diferença entre falar e pensar. Pensamos tudo que falamos? Se a palavra origina o pensamento, logo, pensar passa a ser um processo de aprender. Como bem diz Piaget, a construção do pensamento acontece na interação com o objeto, que definimos como a palavra ou o outro.

O sentido contrario, do pensamento origina a palavra. Pense na seguinte possibilidade, nem tudo o que se pensa pode que não tenha como encontrar sentido na expressão escrita. Hipótese.

O certo é que, a interpretação de um pensamento, oferece a amplitude de aprendizagem. E se pensar na possibilidade de algo que não existe, passa a existir a partir do pensamento. De certa forma, você entra em meu pensamento quando se apropria da leitura do que escrevo. Como saber se o que é escrevo é meu e jamais foi pensado? No fundo, muitas coisas foram pensadas, outras, foram reformuladas com forma de pensar. As vezes acredito que pensamos as mesmas coisas.

O padre jesuìta Matteo Ricci (1552 – 1610), dizia:

Aqueles que viverão daqui a cem gerações ainda não nasceram, e não posso dizer que tipo de pessoas serão. Mas graças à existência da cultura, mesmo os que vivam daqui a dez mil gerações poderão penetrar em minha mente, como se fôssemos contemporâneos. (Guido, 2008, p. 38, apud Ricci, apud Spence, 1986, p.39)

A palavra se torna sensível ao falar. Muitas vezes, ao escrever é possível adentrar e sensibilizar o outro. O pensamento pode ser sensível? Acredito que ao variar a perspectiva e as experiências, provoca uma variação na sensibilidade da palavra. De certa forma, a palavra em si, não significa muita coisa. O diferença ocorre, por um lado, o significado da palavra e por outro a significância que ela tem para um determinado contexto ou pessoa.

Voltamos a afirmação inicial, como uma pergunta:

  • A nossa forma de aprender, e o que aprendemos está realmente ultrapassado?

E nos fazemos outras perguntas:

  • desta forma, é relevante aprender?
  • o que aprender que seja novo? se muita coisa está ultrapassada.
  • o meu pensamento é meu, ou da minha cultura?
  • sou realmente eu, ou uma imitação?
  • sou capaz de pensar no que não me ensinaram?
  • Sei apenas o que aprendi e dei significado?
  • Sendo assim, a significância é de quem me ensinou?

Em suas mãos a reflexão.

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Bibliografia

TERRA, Márcia Regina. O Desenvolvimento Humano na Teoria de Piaget. Acervo digital. Disponivel em < https://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/d00005.htm > . Acesso em 20.01.2019

Guido, Humberto. A arte de aprender. Meodologia do trabalho escolar para a Educação Básica. Petrópolis, RJ. Vozes, 2008.