Coach Educacional: Inclusão – Escola, Lugar de Mudança.

Por Ricardo Giardino

Pensar em inclusão, de uma forma ou de outra, significa que ocorreu ou que ocorre uma exclusão.  São termos opostos que se condicionam a existência um do outro em determinado momento.

Diferenciar uma expressão da outra é simples, a inclusão se inclui, é parte intrínseca do todo; e a exclusão se exclui e entende-se como a parte separada do todo. Ou seja, inclusão é permitir a participação mesmo compreendendo que há limitações. A exclusão é colocar como barreira as limitações como justificativa para não participar da sociedade.

O marco da nossa reflexão parte da Constituição Federal de 1988, que em seu Art. 5º diz:

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:” (BRASIL, 2016)

Pensando no passado: o movimento da inclusão, promovido na sociedade na década de 80 e 90, nos despertou para o assunto. No entanto, como característica da inclusão no século XIX, Dom Pedro II, inaugurou no ano de 1857 o “Instituto Imperial dos Surdos-Mudos”. A sociedade compreendia a deficiência como uma limitação física. Evoluímos.

Desta forma, a nossa Constituição esclarece e determina que perante a lei, todos são iguais em direitos e deveres, independente das limitações. 

Para que de fato a legislação seja efetiva e a nossa sociedade seja considerada inclusiva, passa-se por algumas compressões:

Estamos falando de pessoas, seres humanos com desejos e sonhos, com habilidades, criatividade, com seus problemas seus sofrimentos. Independente das suas limitações, pessoas são pessoas.

De certa forma, possuímos uma limitação. Principalmente aquilo que não dominamos ou não sabemos. Em um primeiro momento é uma limitação que pode ou não ser superada, devemos ser excluído por isso?

Em algum momento da existência ouvimos frases:

“você é lerdo”; “ele é preguiçosos”; “ele é um inútil”; “ela não serve para nada”; a minha classe social é melhor que a sua”

Frases que excluem, que matam a criatividade, que diminuem o ser humano, que alimentam uma impossibilidade e no fundo nos separa. Será que a atitude não exclui?

A legislação vem com a força coercitiva ensinar como incluir. Subentendendo que fomos educados a excluir. Amadurecemos como sociedade, no entanto ainda resta muito por colaborar com a inclusão.

Poderíamos perguntar: onde realmente se deve iniciar esta mudança? Na sociedade ou na Escola? Seria a inclusão social a mola propulsora da mudança? Ou inclusão escolar a motivadora?

A inclusão social vem acompanhada dos movimentos sociais que proporcionam momentos de reflexão para a sociedade. A inclusão Escolar, bem orientada pela legislação, pesquisa, prática e exercício da profissão, passa a ser o melhor espaço para a mudança de consciência social.

Para concluir, entendemos que legislação, mesmo que provocadas por encontros, por seminários,  acordos internacionais ou mesmo copiadas, como justificam alguns, devem ser pensadas e refletidas. Precisamos amadurecer como sociedade, aceitar as diferenças e oportunizar espaços para todos.

No momento que a Escola promove espaço para o surdo-mudo, para o deficiente físico, cognitivo ou emocional, para os portadores de transtornos e outros. A Escola passa a colaborar com a inclusão social. A Escola é o lugar da mudança, do crescimento e do lugar de oportunizar espaço e momentos para o desenvolvimento.

Bibliografia

BARROS, Eugenia Magalhães. O Mundo do Silêncio: Uma Breve Contextualização da Trajetória do Indivíduo Surdo na Humanidade. Editora Arara Azul. Disponível em: http://editora-arara-azul.com.br/site/edicao/60. Acesso em 09.02.2019

BRASIL.  Constituição da República Federativa do Brasil: texto constitucional promulgado em 5 de outubro de 1988. Brasilia: Senado Federal. 2016. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/518231/CF88_Livro_EC91_2016.pdf . Acesso em 09.02.2019

 Diário da Inclusão Social. 8 Caminhos para tornar a sociedade mais inclusiva para pessoas com deficiência. Disponível em: https://diariodainclusaosocial.com/2016/09/02/8-caminhos-para-tornar-a-sociedade-mais-inclusiva-para-pessoas-com-deficiencia/. Acesso em 09.02.2019

Coach Educacional: Como Pensar em Objetivos de Ensino?

Por Coach Giardino

Concordamos que o planejamento exerce um papel crucial na busca de resultados. Ao planejar educação, é imprescindível, identificar ou estabelecer o objetivo, ou vários objetivos para cada proposta. Quando estabelecidos, se torna possível monitorar o alcance ou mesmo reelaborar a aula, o projeto, ou mesmo a avaliação.

Conversando com professores, identifiquei a dificuldade para elaborar objetivos. E para isso precisamos definir OBJETIVOS.

“Os objetivos são os resultados que a organização pretende realizar” Portal Educação

“O que se pretende alcançar, realizar ou obter; propósito, meta, alvo” Dicio

“Objetivos podem ser definidos como metas ou como a função de alguns comportamentos” SBCoaching

Segundo Martins 2012, apud BELTHER , os objetivos podem assumir diferentes formas:

  • Transmissão-assimilação (Preparação intelectual e moral; Imprimir um modelo adequado à sociedade; Difundir cultura; Estimular a competição);
  • Aprender a aprender (Desenvolver a liberdade e a autonomia da criança; Estimular a cooperação; Respeitar a individualidade da criança);
  • Aprender a fazer ( Treinar os educandos para executar as múltiplas tarefas demandadas pelo sistema);
  • Sistematização coletiva do conhecimento (Preparar indivíduos polivalentes, desenvolvidos em todos os sentidos; Desenvolver um processo de educação aprendido no e pelo trabalho).

Quando pensamos em objetivos, pensamos em o que desejamos que o nosso educando seja capaz. Ou seja, após a aula, aquilo que esperamos que o discente seja capaz de fazer.

Os verbos nesta etapa fazem a diferença. Indicam ação.

Conceituais

  • Adquirir conhecimento para…;
  • Aquirir autonomia para…;
  • analisar, avaliar;
  • Compreender;
  • Concluir;
  • Pensar sobre; Refletir.

Procedimento

  • Demonstrar;
  • Desempenhar;
  • Falar;
  • Estabelecer relações;
  • Organizar;
  • Produzir.

Atitudinais

  • Apreciar;
  • Colaborar para…
  • Demonstrar responsabilidade;
  • Escolher;
  • Valorizar;
  • Respeitar.

GO importante é que o objetivo seja definido, dentro da realidade da escola, vinculado a realidade social do educando e que se observe o conhecimento prévio deste educando.

Ciências e BNCC

Objetivos: Analisar e diferenciar conceitos físicos relacionados a temperatura e calor

Habilidades da BNCC:


(EF07CI02) Diferenciar temperatura, calor e sensação térmica nas diferentes situações de equilíbrio termodinâmico cotidianas.

Coach Giardino

Coach Educacional

Serviços: Assessoria para gestores; regularização de Escolas (Salvador Bahia); Elaboração de PPP, matriz e regimento; Formação continuada de professores; Palestras e cursos.

Contatos:

Tel.: 00 55 71 985454125

E-mail: contato@ricardogiardino.com

Bibliografia

BRASIL. Ministério da Educação, (2017). Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf. Acesso em: 27.01.2019.

BELTHER, Josilda Maria Organizadora, São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2014