Coach Educacional: Dicas de como trabalhar com o livro infantil em sala de aula.

Por Coach Giardino.

A Escola a qual trabalho, fez uma visita à biblioteca Monteiro Lobato. Acompanhávamos alunos de 2º e 3º ano. Foi divertido ver as exposições, conhecer a história do pioneiro da literatura infantil e muitas outras atividades. As crianças adoraram a visita.

Ocorreu um fato que me chamou atenção. “Hora da história”. Uma biblioteca, cheia de livros, a pergunta que vem: será que vamos ler? Ou vão ler um destes livros? O publico sentou, a nossa frente, um senhor de aproximadamente quarenta anos. Coloca uma mesa pequena, e espalha vários personagens, bonecos, bichos e transportes. Contou uma história com os personagens. As crianças participaram e amaram a história.

A literatura infantil tem um papel importante, para estimular o imaginário mundo das crianças. Mistura-se a fantasia que imita a realidade, envolvendo sentimentos e muitas emoções.

A literatura ajuda a resolver os conflitos em sala de aula, alem disso, ajuda no desenvolvimento da criança.

“A fantasia quase nunca é pura. Ela se refere constantemente a alguma realidade: fenômeno natural, paisagem, sentimento, fato, desejo de explicação, costumes, problemas humanos, etc.” (ANDRADE, 2014, p51 apud CANDIDO, 2002, p.81)

Dicas para trabalhar o livro infantil em sala de aula:

1º dica: oferecer 3 (três) literaturas para as crianças escolherem a que vai ser mediada.

  • Eles escolhem;
  • Comentam sobre o título e a capa (investigar o conhecimento do aluno);
  • Mediamos à leitura (o professor);
  • O que você modificaria na história (permitir a criatividade da criança);
  • Ler permite inovar e criar (estimular a leitura);
  • Relacionar com a realidade da sala ou do contexto do aluno.

2º dica: No cantinho da leitura oportunizar os movimentos e os sons. Fazer a leitura de personagens vivos. À medida que o mediador vai lendo, a criança vai desenvolvendo os sons, os movimentos, e os acontecimentos.

Certa vez fazendo a leitura para crianças do Grupo 3. Lia uma frase e pedia as crianças que imitassem os animais,  as imitavam os sons. Depois, foi solicitado que fizessem o movimento dos animais. Foi um momento muito divertido, elas riam e faziam os movimentos. 

3º dica: Ler com a música. As crianças amam a música. Contar história com um fundo musical e depois aprender a letra.

O teatro infantil explora muito bem este tipo de atividade. É um tipo de atividade que requer planejamento e recursos materiais.

A leitura sobre o peixe > O som do mar…

A leitura sobre a floresta> O som da mata e dos grilos

A leitura de aventuras> O som de conquistas…

Muitas vezes simples recursos sonoros ajudam no desenvolvimento da atividade.

Para concluir, entendemos que a literatura infantil trás a tona vários conhecimento. Com ele podemos trabalhar perfeitamente a interdisciplinaridade. Podemos navegar de um assunto para outro. Cabe ao professor ser o regente e mediador desta maravilhosa orquestra.

“Ao professor cabe o desencadear das múltiplas visões que cada criação literária sugere, enfatizando as variadas interpretações pessoais […] em razão de sua percepção singular do universo representado” (Andrade, 2014, p.7, apud ZILBERMAN, 2003,p.28 apud COSTA,2007,p.20).

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Referência Bibliográfica

ANDRADE, Gênese Andrade, organizadora. Literatura Infantil, São Paulo: Pearson Educationdo Brasil, 2014.

Coach Educacional: Plano de Aula e aspectos relacionados a BNCC com Coach Giardino

Por Coach Giardino

Aprender é um caminho de possibilidades. Ensinar é oportunizar momentos, para tornar as possibilidades possíveis.

Coach Giardino

Desprezados por uns, utilizados por outros. O plano de aula é um caminhar diário, utilizado para reunir as ideias das possibilidades possíveis. Os que desprezam, garantem pelo viés dos livros didáticos (questionável) e os que defendem, aprimoram a prática com resultados mais satisfatórios, porque existe a possibilidade de mensurar o trabalho.

Aspectos importantes para a construção do plano de aula:

O professor em sua prática deve entender e compreender a realidade do educando, no contexto em que está inserido. E assim, trabalhar a contextualização dos conteúdos.

Contextualizar os conteúdos dos componentes curriculares, identificando estratégias para apresentá-los, representá-los, exemplificá-los, conectá-los e torná-los significativos, com base na realidade do lugar e do tempo nos quais as aprendizagens estão situadas.

BNCC 2017, página 16

EXEMPLO:

DISCIPLINA: MATEMÁTICA

ANO: 6º ANO

DESCRITORES: 28 – INTERPRETAR, DESCREVER E DESENHAR PLANTAS BAIXAS SIMPLES DE RESIDÊNCIAS E VISTAS AÉREAS

BNCC: EF06MA28

Mapeamento das carteiras dos alunos em uma sala de aula (vista aérea)
Planta baixa simples
(vista aérea)

Dentro do contexto da sala de aula, se torna imprescindível que o professor elabore o planejamento prévio. Isso não significa uma imposição às possibilidades.

Zabala (2010) em seu livro Como aprender e ensinar competências diz:

“Contar com as contribuições e os conhecimentos dos alunos, tanto no início das atividades quanto durante sua realização.”

O planejamento envolve conhecer a turma, assim a contextualização do conteúdo será mais próxima a realidade do educando, que poderá interferir no processo de construção com sugestões, opiniões ou mesmo com as dúvidas.

Independente da forma como o professor aprendeu, ou mesmo está sendo solicitado, o planejamento deve conter aspectos básicos, como conteúdo a ser ministrado, as competências ou objetivos esperados, as estrategias metodológicas (o ensinar é intencional) e as possíveis discussões, os recursos a serem utilizados e a forma de verificar se o conteúdo foi compreendido (indicadores de aprendizagem).

Pensar em planejamento e falar de BNCC, ao mesmo tempo é refletir sobre os avanço na proposta educacional.

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Referência Bibliográfica

Brasil, Base Nacional Comum Curricular, Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf&gt; Acessado em: 31 de março 2019

ZABALA, Antoni. Como aprender e ensinar competências. Antoni Zabala e Laia Arnau. Porto Alegre: Artmed, 2010. p.151