Categoria: Educação Emocional

Como funciona a constelação familiar no atendimento individual?

Coach_Giardino_constelacaofamiliarO cliente trará uma questão a ser colocada na constelação, algo que ele deseja ver resolvido e que tenha relação com ele.

Após ter noção exata do objetivo do cliente, o terapeuta começará a dispor os personagens envolvidos na questão, que são geralmente a própria pessoa e sua família atual, quando casado, ou também a família de origem, com o pai, mãe, irmãos e às vezes tios e avós. São solicitados que fatos marcantes na vida da família sejam colocados, quando se tiver conhecimento, como separações, abandonos, adoções, aborto, mortes trágicas, doenças que ocorrem repetidamente durante as diversas gerações, etc.

No caso de problemas profissionais, podem-se dispor tanto personagens para cargos, como gerentes, diretores, fundadores, etc., para departamentos, para filiais e até para objetivos e planos. Para auxiliar o processo de constelação, são utilizados bonecos playmobill, pequenos blocos de madeira, âncoras espaciais ou a visualização. Todos os passos são acompanhados e vivenciados pelo cliente, trazendo profunda compreensão da situação exposta.

As sessões individuais de constelação familiar são adequadas para familiarizar o cliente com o método do pensamento sistêmico. Durante o processo, ocorre uma sinergia muito grande entre terapeuta e cliente, e o processo e qualidade das imagens internas do cliente podem ser atentamente acompanhados pelo terapeuta através da observação corporal, da expressão dos sentimentos secundários e das explicações no decorrer da constelação. A busca interior pela harmonização da situação – a imagem da solução, que acontece com o cliente é acompanhada cuidadosamente, e quando existe a ressonância entre a imagem de solução e o sistema envolvido, ambos – cliente e terapeuta – sentem uma concordância imediata. Assim ocorrem as soluções sistêmicas, que levam a mudanças graduais e progressivas nas situações reais. O efeito imediato é o alívio que a vivência da imagem de solução provoca no cliente, tirando o “peso do problema” que amarrava qualquer atitude positiva e possibilitando o foco nas possíveis soluções.
Como funciona a constelação familiar em grupo?

Nas constelações em grupo, numa data previamente agendada, são reunidas pessoas que desejam constelar uma situação (esclarecer um problema) ou pessoas que desejam presenciar e participar das constelações, mas sem expor nenhuma situação-problema. Da mesma forma que na sessão individual, o terapeuta conduz o cliente que trouxe uma questão a expor o problema com objetividade, sem julgamentos ou culpas. São levantados os fatos ocorridos na família, e a partir disso o cliente escolhe pessoas para representar a si e à sua família durante a constelação. Estas pessoas não têm prévio conhecimento do cliente nem de sua família, o que não importa para que o sistema que envolve o problema comece a se desenrolar naturalmente. Muitas vezes os participantes percebem em si atitudes e pensamentos típicos do personagem que eles estão assumindo, e mais tarde o próprio cliente confirma as sensações descritas como sendo verdadeiras. As sensações e emoções vividas durante o trabalho de constelação familiar sistêmica são altamente esclarecedoras e não raro casos complicados são resolvidos em apenas uma participação.

Qual a diferença entre o trabalho de constelação em grupo e o individual?

Os efeitos são os mesmos, mas a técnica é diferente. No trabalho em grupo, são solicitados que representantes entre as pessoas auxiliem na dinâmica, fazendo o papel de “personagens” envolvidos da questão do cliente, conforme a disposição solicitada pelo facilitador. Estes representantes comunicarão as sensações que têm no papel e se movimentarão em busca do caminho de solução para a questão. Na constelação individual, o próprio cliente, orientado pelo facilitador, perceberá as sensações e buscará o caminho de solução.
O cliente deverá perceber em qual tipo de constelação se sente mais confortável.

Que problemas ou sintomas posso trabalhar com a constelação sistêmica?

▪ problemas no relacionamento (afetivo – familiar – geral)
▪ doenças, câncer, doenças crônicas
▪ distúrbios alimentares como obesidade ou anorexia
▪ vícios (drogas, alcoolismo, etc.)
▪ medo, fobias, traumas, angústia, depressão
▪ dificuldades financeiras e questões com herança, fracassos
▪ desenvolvimento profissional
▪ questões de fecundidade, abortos e adoção
▪ questões empresariais

O que são sistemas?

O ser humano é regido por sistemas, que podemos explicar como programações herdadas principalmente pela família, mas também do meio onde vivemos, que acaba dando características emocionais e comportamentais a ele. Os sistemas atuam de forma inconsciente, e determinam características tais como: traços de personalidade, vocação, talento para determinada área, tendência a doenças ou acidentes, afinidade por determinadas pessoas, habilidades inatas, etc. Grupos de pessoas e organizações também formam um sistema, que é a soma de todos os sistemas individuais que já fizeram parte deste grupo. Este sistema maior, coletivo, determina se este grupo é harmonioso, se tem facilidade de conquistas financeiras ou sucesso em sua área de atuação, se possui longa duração ou curta, etc.

Quais os principais sistemas que influenciam uma pessoa?

O principal é o sistema familiar. Somente pelo fato de ter nascido de um pai e de uma mãe, o indivíduo carrega toda uma carga de informações vindas dos pais e dos ancestrais. Estas informações exercerão grande influência na personalidade, no comportamento e nas escolhas que o indivíduo fará durante a sua vida.
O sistema de crenças – aquilo que o indivíduo toma como verdade – também é fundamental, pois determina e justifica uma série de atitudes tomadas pela pessoa. Existem também sistemas que regem a vida profissional, sentimental, a saúde física, etc.

Se os sistemas determinam quase tudo na minha vida, como posso mudar minha vida para melhor?

Os sistemas lhe dão informações, tendências. Dentro dos sistemas, existem tanto informações que lhe trazem obstáculos, como outras que lhe trazem conforto, equilíbrio. Você, ao conhecer profundamente seu sistema, tem a opção de escolher qual caminho tomar. O caminho da realização e equilíbrio é uma das opções.

O que, especificamente, posso trabalhar com as constelações sistêmicas?

Em qualquer situação onde você necessite abrir caminhos novos, encontrar soluções, sentir-se aliviado, entender o outro e relacionar-se melhor. Qualquer assunto que possa ser trabalhado terapeuticamente pode ser utilizada a constelação sistêmica. E qualquer assunto envolvendo coaching de desenvolvimento pessoal e profissional também pode ser utilizada esta técnica.

Qual o embasamento teórico da constelação sistêmica?

A constelação sistêmica a princípio surgiu de um desenvolvimento de técnicas terapêuticas consagradas, extraídas dos trabalhos de Virginia Satir, Jakob Moreno e Fritz Perls e sintetizado pelo alemão Bert Hellinger. A partir do trabalho de Hellinger, a constelação passou a ser aplicada em organizações empresariais (Gunthard Weber e Jan Jacob Stam), escolas (Marianne Frank) e com a utilização de técnicas de programação neurolingüística, também é um instrumento de consultoria pessoal e coaching eficaz.

Existe alguma ligação com alguma linha religiosa ou espiritualista?

Não. É uma técnica de desenvolvimento pessoal e terapêutica como tantas outras.

Quantas sessões são necessárias para eu trabalhar uma questão pessoal?

A constelação sistêmica, por trabalhar principalmente o conteúdo da mente inconsciente, produz um efeito logo na primeira sessão e abrirá inúmeros insights ao cliente. Não marcamos um retorno do cliente, que poderá voltar geralmente com outro assunto, no prazo que ele mesmo determina.

Posso fazer constelação no lugar de outra pessoa?

Sim, desde que a questão que você queira trabalhar seja algo que lhe esteja afetando pessoalmente e que seja possível você tomar atitudes concretas a respeito da situação. A constelação não trabalha o problema “do outro”, mas o que está me afetando ao ver o problema do outro. A partir daí, por você fazer parte de um sistema que engloba você e o outro, qualquer mudança sua provocará uma mudança no sistema. Reequilibrando o sistema, a tendência é que o outro também seja beneficiado por isso.

Qual a mudança efetiva que a constelação sistêmica me propicia?

Você aprenderá a perceber em si mesmo quais caminhos são mais propícios à sua realização pessoal. Entenderá de forma até então não percebida como você é, aceitará melhor a si mesmo e assim saberá tomar suas decisões com equilíbrio e certeza. Por entender melhor a si, entenderá melhor o outro. Aprenderá a colocar-se diante das pessoas, sabendo utilizar o “sim” e o “não” com sabedoria. Descobrirá em si as coisas que realmente lhe importam, o foco que realmente lhe dá prazer e satisfação. Perceberá que existe uma interconexão profunda entre as pessoas, e somente com esta compreensão é possível realizar-se plenamente, já que o seu caminho também está ligado aos caminhos de muitos outros. A constelação poderá também conduzi-lo a uma reconexão profunda com o seu sistema familiar, o que lhe abrirá a sensibilidade, despertando a qualidade da compaixão e amor incondicional pelo próximo.

Fonte pesquisa: Constelação Sistêmica

6 TIPOS DE RELAÇÕES TÓXICAS

Por Luiz Mateus Pacheco,

Amor é verbo, possui muitas conjugações. Existem muitas formas de amar e ser amado, mas algumas delas são perigosas. Confira aqui seis tipos de relações tóxicas:

1. AMOR DE DEPENDÊNCIA

A dependência no amor pode ser tanto psicológica, quanto financeira, embora frequentemente a primeira se encontra mascarada por trás da segunda. Neste tipo de amor, um não pode viver sem o outro, depende da opinião, da forma de agir e também de sentir do parceiro. Em suma, depende do desejo do outro. Está escravizado! Depender de um outro para dar sentido à própria vida é eclipsar o próprio ser. Uma vida depende da outra. Assim, dois podem se tornar um numa unidade funcional onde os limites ficam turnos — também chamado de amor simbiótico. A dependência pode ser mútua ou estar mais focada num lado da relação. De qualquer forma, tanto dependente quando “dependido” sofrem o peso desta forma tóxica de amar. Pode também estar mascarada: a necessidade de ajudar ao ponto de se esquecer da própria vida também pode ser um tipo de dependência — a codependência. Dependência gera sofrimento. O sofrimento potencializa a dependência. Assim está armado o cenário de uma verdadeira gaiola.

2. AMOR SUSTENTADO PELO MEDO

Muitas pessoas se mantém num “amor” porque tem medo de ficarem sozinhas. Tem medo do abandono, medo de nunca mais encontrar alguém, medo de ter que se virar. Se manter num relacionamento por medo é uma ótima receita para o sofrimento. Além disso, o medo pode encontrar o outro lado desta equação: pode-se manter numa relação por medo da outra pessoa. Então se está coagido a ficar! Ou pior: pode-se sentir este medo como uma proteção, cenário próprio do amor romântico com suas idéias de dominação masculina sobre a feminina, às vezes sob a forma de exibição de poder (vale lembrar que, numa relação, com frequência o dominador é também dominado). Num nível mais profundo, a agressão e o temor podem estar confundidos com o amor e assim alguém estar compelido na busca de relações violentas. O medo não é proteção! Não deixe que ele se torne sua prisão!

3. RIVALIDADE NO AMOR

Dizem que os opostos se atraem. Isso nem sempre é verdadeiro. Quando encontramos no amor o semelhante, a relação pode se transformar numa verdadeira arena de batalha. Enquanto uma pequena dose de competitividade pode ser saudável para manter a chama da relação acesa – especialmente quando acompanhada de admiração –, o exagero dela vai tornar o amor uma verdadeira guerra! O amor, para que atinja seu objetivo, deve promover o crescimento e desenvolvimento mútuo. É um jogo onde o objetivo é se manter de pé e não encontrar um vencedor sobre um perdedor. O amor onde sempre um tem que perder é um amor de aflição.

4. AMOR DE DOMÍNIO E POSSESSÃO

Ninguém é de ninguém. Se você vive num relacionamento onde precisa constantemente se justificar e prestar explicações sobre o que faz, onde vai e até o que veste, você vive um amor de domínio. Este tipo de amor é aquele onde um tem o poder sobre o corpo do outro, as decisões e até mesmo as opiniões. É um amor que restringe a liberdade, que aprisiona e tolhe o Ser. Pode ser, também, muito mais sutil: o apropriamento de bens subjetivos do outro por meio da manipulação silenciosa ou de chantagens afetivas. O controle da verdade também é um tipo de dominação. Ditar as próprias verdades como as únicas ou bater martelos forte demais é uma forma de abusar do outro. Nenhuma verdade é absoluta. Mas se engana quem pensa que domina apenas quem dita as regras e dá a última palavra: existe, na passividade, um estranho tipo de domínio. A palavra possessão vem do étimo latino que significa “estar sentado em cima de”. Da mesma forma, a passividade pode esconder um controle sobre aquilo que é, de fato, tão submisso que faz tudo para o outro, mascarando sua dependência. A relação dominador/dominado nem sempre é clara e carrega muita ambiguidade. Este é um amor que cobra a dívida do sacrifício.

5. AMOR NARCISISTA

Neste tipo de relação, um ama o outro por aquilo que este lhe pode dar. Exibe o seu parceiro como signo de status, como uma verdadeira posse, um troféu. É um amor que ama não ao outro, mas ao engrandecimento do próprio Eu. Assim como a relação de dominação, ele também tem um avesso: o narcisismo enrustido, porquanto aqui nem sempre é quem é exibido o verdadeiro narcisista deste tipo de amor. O narcisista enrustido é aquele que, não podendo brilhar, brilha projetivamente através do outro. Ele alimenta e até mesmo se apaga para que o outro brilhe mais, mas toma este parceiro como signo de seu próprio eu, como troféu que exibe orgulhosamente. Como aqui se ama por próprio benefício, não se ama o outro, mas uma coisa. É um amor que usurpa o que é do outro, mas que pode estar alimentado em duplo benefício — um conluio que pode ser de ordem inconsciente.

6. AMOR TANTALIZANTE

Tantalizante vem de Tântalo, personagem grego que foi castigado no eterno suplício de desejar e não poder alcançar. Assim como ele, neste amor se promete, mas não cumpre. É o amor que “não ata nem desata”, onde não se assume uma posição ao ficar na ambiguidade, onde se promete, mas pouco se cumpre a não ser o suficiente para atiçar o desejo e deixar com água na boca. Este amor é um amor de configuração perversa. Ao seduzir desta forma, se captura o desejo do outro e o torna prisioneiro. É um amor que se torna um vício.

O amor é força de vida. Para que atinja seu objetivo, deve permitir crescimento mútuo. Amor é plural, mas antes disso precisa ser singular: quem não se ama, incorre o risco das armadilhas das relações abusivas. Invista no autoconhecimento, invista em você!

Coach Giardino
Executive & Life Coach
Contato:
contato@ricardogiardino.com
55 71 98545-4125