Categoria: livro

O que aprendi com O Pequeno Príncipe

O pequeno Príncipe foi publicado por primeira vez em 6 de abril e 1943. É uma novela infantil, que tem valiosas lições para as nossas vidas. Tive o prazer de ler este livro várias vezes. A história nascida da imaginação de um aviador francês, Antoine de Saint-Exupéry, que utiliza na sua criação metáforas de vida e das relações humanas, narradas pelo Pequeno Príncipe, uma criança cheia de riqueza humana e filosófica.

“O problema é que não temos tempo para pensar a respeito de nada. Computador, celular, tablet, video-game, trabalho, academia, cursos, escola, faculdade, enfim, são tantas as coisas e as ocupações que o primordial vai sendo deixado em segundo plano.” Paty Pegorin

“Todas as pessoas grandes foram um dia crianças – mas poucas se lembram disso.”

As experiências vividas, o dia a dia, os compromissos e as responsabilidades me fazem ver como homem adulto. Sei que crianças veem coisas como criança. O que significa ser criança? Como ver o mundo como uma criança. É uma parte da vida, onde naturalmente sabemos dividir, cheios de bondade, onde um castelo de areia, um carro, uma boneca ou mesmo um lápis, são razões para viajar no universo de possibilidades infinitas. Ser adulto e olhar o mundo com olhar de criança é acreditar nas possibilidades, nas alternativas, cheios de bondade e de imaginação.

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“Quando a gente anda sempre para frente, não pode mesmo ir longe”.

E quem disse que não posso mudar de rumo?  de caminho? A jornada nos proporciona diversas possibilidades, até mesmo a de recomeçar. É começar de novo, não importa o tempo, o momento, o já percorrido. Alcançar nossos desafios, significa ver além das nossas possibilidades limitadas (por que assim desejamos que seja), pela atitude adulta, pelo medo de errar e pelo que irão dizer as outras pessoas.

O amanhecer é completamente diferente do anoitecer da vida. Hoje penso completamente diferente de quando eu tinha 18 anos. Como pode ser a vida limitada aos sonhos de adolescentes? Parar de olhar para frente, pode que seja uma possibilidade de viver o presente, aproveitar a jornada, se permitir errar, a andar por caminhos inesperados e assumir riscos. Sem as frustrações de um adulto insatisfeito.

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“E os homens não têm imaginação, repetem o que a gente diz”

Repetem o que ouvem e vê. Já parou para observar os conflitos? O racismo e o preconceito? Parte, sempre de uma intolerância copiada. Você sabe a diferença entre cadeira e chair ou mesmo silla? Um ensinamento prévio de português, inglês e espanhol. Se eu te disser que cadeira em inglês é table, possivelmente em um primeiro momento, você acredite. O conhecimento é apropriação de algo que foi descoberto ou criado. Outros te dirão, mais table é mesa. Uau, alguém me ensinou errado, todo mundo fala assim. Já que todos falam assim, vou fazer igual a todo mundo. E se você fizer diferente, será rotulado de louco, burro ou analfabeto.

Entende porque estamos preso a uma roda? A imaginação, vem ao sair da caixinha e pensar diferente. Isso á princípio é terrível. Sair da zona onde ninguém anda, é para a especie humana perigoso. Por isso repetimos e seguimos padrões que nos atormentam e nos adoece como sociedade e pessoa.

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“Os homens não têm tempo mais para conhecer coisa alguma.”

Compramos as coisas prontas e não entendemos a origem, as possibilidades, o trabalho envolvido, as pessoas e as relações. Criaram as páginas de relacionamentos. Tem que vir completo, se não,  buscamos outro. Aqui vale a imagem, o mais bem vestido e o que possui mais, quem tem tempo para cativar? No final “todos” fazem assim.

Tempo pará o tempo. O tempo não pará, simplesmente porque o tempo não existe. A pressa é uma invenção, para avançar, correr e chegar. A reta final é um final que não existe. E a possibilidade de acreditar que assim funciona a nossa biologia. Vamos conhecer coisas, as pessoas e as emoções?

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“É muito difícil julgar a si mesmo que a julgar os outros.”

“Se consegue julgar corretamente, é quem é um bom sábio” Aprendemos a olhar para fora, a culpar o outro e jamais assumir a culpa. O julgamento em si, parte de uma percepção unilateral e não envolve o outro e suas perspectivas. É compreensível a dor aleia que a própria dor. Somos ensinados a deixar pra lá, a usar o silêncio como uma arma de poder para justificar a não guerra. E quem disse que tenho que ir a guerra? Usamos máscaras e fazemos as coisas para agradar os outros, para sermos bem visto e aceitos. Jamais, ousamos fugir dos padrões aceitos como “corretos” para não sermos diagnosticados de loucos e (in)felizes.

“Suporte as larvas se deseja conhecer as borboletas.”

O aprendizado segue um curso e uma dinâmica única. Balbuciar, gritar, olhar, sorrir, se arrastar, engatinhar, se apoiar, cair e levantar,  falar e andar. Tudo a seu tempo, o necessário para acontecer. O que você acha de aprender a superar as adversidades e entende-las como parte do percurso? E quem disse que larva é um estado ruim? Talvez, ter aquele opinião formada sobre tudo, seja algo meramente rígido e estático. Estar em constante transformação, talvez seja a nossa missão.

“O essencial é invisível aos olhos”

Apenas com o coração se pode ver bem. E quem disse que sou o centro do universo? Que as coisas giram ao meu redor? Que todos devem estar ao meu dispor? Que tenho que ser aceito onde eu chegar? O egocentrismo nos leva a ver com os olhos físicos. Não entendemos o que vemos e nem compreendemos o que realmente acontece. A terra durante um tempo foi o centro do universo, com os avanços,  descobrimos que a terra é uma parte ínfima deste grandioso universo e para nada o centro. Como posso eu desejar que tudo funcione apenas para mim? e por mim?

Requer mudar a perspectiva do olhar,  para ver o essencial para a vida. Certamente os bens mariais escapam a este olhar e a vida passa a ter um sentido de missão, deve ser vista e olhada com o coração.

Aprendi muitas lições, aqui reuni algumas delas:

Na vida adulta, siga seu coração com magia, loucura e criatividade. Longe da praticidade humana, dos números e de um modelo derrubado e arruinado de perfeição. Deixe que flua a criatividade natural do ser humano, que você é. Goste e admire as pequenas coisas e os pequenos momentos, seja curioso, duvide de tudo e queira aprender de todos. O passado passou, divirta-se na jornada, que é o hoje e agora.

Coach Giardino

Executive & Life Coach

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