Qual é a diferença entre o Coaching e a Psicologia Clinica?

A área de Coaching tem crescido muito não só no Brasil como no mundo. Nos EUA, a  International Coach Federation (ICF) – Federação Internacional de Coach – conta com mais de 17 mil membros. Neste texto, vou explicar as diferenças entre o Coaching e a Psicologia Clínica. O texto procura ser uma resposta para os leitores do site que tem perguntado sobre a diferença e o que seria melhor para o que eles estão buscando.

O Eduardo e o Aloísio, em especial, me escreveram a respeito de suas dúvidas a sobre o limite entre ambas as áreas, estando a pessoa na situação de procurar um profissional ou estando do outro lado, buscando a formação profissional.

Então vamos explicar em que consiste cada uma das atuações, ok?

Sobre a psicologia clínica, já falei em outro texto. Recomendo que você leia também – O que é psicologia clínica?

O que é Coach ou Coaching?

Coach quer dizer treinador, em inglês. Coaching, treinamento. De acordo com o IIC, International Institute of Coaching, “o Coaching é uma ferramenta simples, porém, efetiva de desenvolvimento entre o cliente e o Coach, que sustém e mantém o crescimento da personalidade e das competências”.

A palavra Coach é utilizada para o profissional que atua com Coaching e o cliente é chamado de Coachee.

Existem alguns nichos do Coaching:

Life Coaching – (literalmente, Coaching da vida)

Neste, a relação entre o cliente o Coach é estabelecida na resolução de problemas específicos, embora a orientação seja sistemática e geral. O foco é na facilitação do crescimento em muitas áreas da vida – tanto no trabalho como na vida pessoal.

Executive Coaching – (Coaching Executivo)

Como o próprio nome já diz, o Coaching Executivo trabalha em função do aumento das competências profissionais para pessoas que possuem ou almejam possuir cargos executivos em médias ou grandes empresas. Os objetivos em geral são para que o cliente fique à vontade para crescer profissionalmente. Por exemplo, quando alguém sobe de cargo ou é promovido a uma posição de executivo, pode precisar “aprender” ou aperfeiçoar determinados comportamentos, como ser um líder, delegar, saber gerenciar o próprio tempo.

Coaching Empresarial ou Corporativo

Neste caso, a ideia é semelhante ao Executive Coaching, mas é a empresa quem contrata o serviço de coaching para que um funcionário ou grupo de funcionários consiga atingir os objetivos profissionais.

Os treinamentos realizados pelo departamento de Recursos Humanos ou agências terceirizadas também se enquadram nesta categoria.

Além destes tipos de Coaching, podemos citar os seguintes que são auto-explicativos:

1) Coaching Pessoal (para a vida pessoal);

2) Coaching de Carreira;

3) Coaching para relacionamentos (amorosos ou outros);

4) Coaching para pais;

5) Coaching para Esportes;

6) Coaching para Jovens;

7) Coaching para escritores (com o objetivo de ajudar na redação ou publicação de textos como dissertações, teses de doutorado, livros e outros materias);

8) Coaching para concursos;

9) Coaching emagrecimento;

10) Coaching Educacional.

Qual é a diferença entre o Coaching e a Psicologia Clinica ou Orientação Profissional?

A diferença fundamental é que a psicologia é mais ampla que o Coaching. No consultório de psicologia, podemos trabalhar não só com objetivos específicos – como é a resolução de um problema – como também com questões mais gerais ou existenciais como o sentido da vida e o significado profundo de uma relação com os outros. Também na terapia, podemos investigar a fundo determinados problemas ou sintomas que vem desde há muito tempo, possivelmente desde a infância. (Foco no passado)

O Coaching por outro lado tende a ser breve e focado na resolução de dificuldades específicas. Embora na definição anterior tenhamos visto que também existe o Coaching da Vida (Life Coaching), podemos assumir que o enfoque não será de profundidade, mas sempre tendo em vista atingir um objetivo futuro. Esta é uma grande diferença. (Foco no futuro)

Por outro lado – para confundir um pouco – podemos também encontrar abordagens da psicologia que são mais diretivas e são focadas na pura resolução de problemas ou sintomas.

Para ajudar na explicação, vamos pensar em uma dificuldade, em um sofrimento que uma pessoa pode ter. Digamos, viajar de avião. Este é um sintoma, ok?

Como podemos resolver este sintoma?

Podemos ajudar o paciente através da terapia psicológica ou através do Coaching. Algumas abordagens da psicologia, como as baseadas na psicanálise, vão abordar a dificuldade mas de uma outra forma que apenas a da sua resolução. Pois, por detrás deste sintoma, há a causa deste sintoma. Se tratarmos apenas o sintoma, a tendência é que ele retorne como um outro sintoma de medo, como o medo de andar de elevador ou o medo de dirigir, etc.

Através do Coaching, com técnicas de PNL – programação neurolinguística se busca a consciência, o planejamento e ação. Razão dos resultados rápidos e efetivos.

Por Professor Felipe de Souza | Orientação Profissional, Psicologia adaptado por Coach Giardino

POR QUE EU TOLERO TANTA MENTIRA E TRAIÇÃO?

O movimento das brigas e traições pode funcionar como um anestésico numa relação. Assim, é possível que esteja encobrindo a dolorosa resposta de uma pergunta:

Quem é você sem essa relação?

Algumas relações tem como característica nos fisgar por aquilo que gostaríamos que fosse real. Elas prometem realizar nossos sonhos. Dão provas disso. Mas essa realidade prometida nunca se concretiza completamente. A esse movimento, damos o nome de sedução: sedutor é aquele que encarna o que o seduzido gostaria que ele fosse. Só que essa realidade nunca é pacífica por muito tempo: a pessoa seduzida desta forma logo sente, de forma inconsciente, que foi trapaceada numa fraude emocional. Começa, então, a perseguir o seduzido. Quer moldá-lo. Exige, de forma também inconsciente, que ele corresponda ao que prometeu. Quanto mais investe para que esse sonho se realize, mais cobra. Ao fazer isso, entretanto, investe tamanha energia no outro que perde a si próprio. Passa a não existir sem o outro. Por isso, se torna dependente (ou codependente, porque o outro também depende desse investimento do qual se alimenta).

Para o outro lado dessa relação, manter a dependência é sempre muito bom: beneficia-se desse investimento que cobra que o outro se sacrifique. Por isso, quando sente que pode perder, (re)lança as promessas do sonho. Cria, desse jeito, o efeito de um vício: de um lado, a dor; do outro, as promessas extasiantes e o alívio ilusório. Como qualquer dependência, vai criando um efeito de tolerância. É necessária uma dose cada vez maior – geralmente de conflito.

Como não pode perder, pode também se valer de manipulação, do isolamento da vítima e de desvalidação para mantê-la com a autoestima baixa, sozinha e, portanto, cativa ao relacionamento.

https://youtu.be/urYlwrx4QSA

Resgate-se!
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SOBRE O AUTOR:
Luiz Mateus Pacheco é graduado em psicologia e estudante apaixonado das relações humanas. Ajuda as pessoas a encontrarem maior consciência sobre seus relacionamentos e, portanto, a se tornarem mais saudáveis.