Coach Educacional: Aprender a Desaprender.

Por Coach Giardino

Existe hoje uma infinidades de formas de aprender, tudo que aprendemos na verdade, é uma repetição do que já foi aprendido. Nos dois casos, entre a forma de aprender e o que aprendemos, muitas vezes já está ultrapassado.

Poderíamos questionar a verdade do aprender. Para que aprendemos o que aprendemos? Ou seja, para que serve o que aprendemos? Podemos argumentar na subjetividade do aprender, ou mesmo, na necessidade de aprender algo que já esta ultrapassado.

Justificar o aprender como algo ultrapassado, pelo fato de perdermos o contato com a necessidade do aprender. Nos leva a refletir sobre o que de fato é essa necessidade. Necessidade de que? Para que?

O aprender tem uma relação direta com o pensamento. Normalmente, pensamos no que aprendemos, e partindo deste aprender, geramos outras necessidades de aprendizado.

“Piaget sustenta que a gênese do conhecimento está no próprio sujeito, ou seja, o pensamento lógico não é inato ou tampouco externo ao organismo mas é fundamentalmente construído na interação homem-objeto” (TERRA,??)

Sendo assim, qual a relação entre palavra e pensamento?

A palavra dá origem ao pensamento, partimos por este principio. Falamos de palavras faladas ou não falada? Existe uma diferença entre falar e pensar. Pensamos tudo que falamos? Se a palavra origina o pensamento, logo, pensar passa a ser um processo de aprender. Como bem diz Piaget, a construção do pensamento acontece na interação com o objeto, que definimos como a palavra ou o outro.

O sentido contrario, do pensamento origina a palavra. Pense na seguinte possibilidade, nem tudo o que se pensa pode que não tenha como encontrar sentido na expressão escrita. Hipótese.

O certo é que, a interpretação de um pensamento, oferece a amplitude de aprendizagem. E se pensar na possibilidade de algo que não existe, passa a existir a partir do pensamento. De certa forma, você entra em meu pensamento quando se apropria da leitura do que escrevo. Como saber se o que é escrevo é meu e jamais foi pensado? No fundo, muitas coisas foram pensadas, outras, foram reformuladas com forma de pensar. As vezes acredito que pensamos as mesmas coisas.

O padre jesuìta Matteo Ricci (1552 – 1610), dizia:

Aqueles que viverão daqui a cem gerações ainda não nasceram, e não posso dizer que tipo de pessoas serão. Mas graças à existência da cultura, mesmo os que vivam daqui a dez mil gerações poderão penetrar em minha mente, como se fôssemos contemporâneos. (Guido, 2008, p. 38, apud Ricci, apud Spence, 1986, p.39)

A palavra se torna sensível ao falar. Muitas vezes, ao escrever é possível adentrar e sensibilizar o outro. O pensamento pode ser sensível? Acredito que ao variar a perspectiva e as experiências, provoca uma variação na sensibilidade da palavra. De certa forma, a palavra em si, não significa muita coisa. O diferença ocorre, por um lado, o significado da palavra e por outro a significância que ela tem para um determinado contexto ou pessoa.

Voltamos a afirmação inicial, como uma pergunta:

  • A nossa forma de aprender, e o que aprendemos está realmente ultrapassado?

E nos fazemos outras perguntas:

  • desta forma, é relevante aprender?
  • o que aprender que seja novo? se muita coisa está ultrapassada.
  • o meu pensamento é meu, ou da minha cultura?
  • sou realmente eu, ou uma imitação?
  • sou capaz de pensar no que não me ensinaram?
  • Sei apenas o que aprendi e dei significado?
  • Sendo assim, a significância é de quem me ensinou?

Em suas mãos a reflexão.

Coach Giardino

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Bibliografia

TERRA, Márcia Regina. O Desenvolvimento Humano na Teoria de Piaget. Acervo digital. Disponivel em < https://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/d00005.htm > . Acesso em 20.01.2019

Guido, Humberto. A arte de aprender. Meodologia do trabalho escolar para a Educação Básica. Petrópolis, RJ. Vozes, 2008.