Coach Educacional: BNCC – Competências Específicas de Matemática para o Ensino Fundamental com Coach Giardino

BNCC – Competências Específicas de Matemática para o Ensino Fundamental

A priori, para preparar o sujeito para ser competente segundo Zabala (2010) :

“em todas as atividades da vida, é necessário dispor de conhecimentos (fatos, conceitos, e sistemas conceituais), além de dominar um grande números de procedimentos (habilidades, técnicas, estratégias, métodos, etc.) A melhoria da competência implica a capacidade de refletir sobre a sua aplicação, e para alcançá-la, é necessário o apoio do conhecimento teórico.”

BNCC – Matemática

  • Competência 1 – Reconhecer que a Matemática é uma ciência humana, fruto das necessidades e preocupações de diferentes culturas, em diferentes momentos históricos, e é uma ciência viva, que contribui para solucionar problemas científicos e tecnológicos e para alcançar descobertas e construções, inclusive com impactos no mundo do trabalho;

Comentário: O professor tem um grande desafio. Primeiro ele precisa conhecer a história da matemática: como surgiu? qual a finalidade? E falar sobre isso. Por outro lado, ele deve ser apaixonado, não apenas pelos números, mais pelo que representa a matemática na vida cotidiana. A matemática envolve solucionar problemas,e com isso, oferece recursos para encontrar soluções para a vida moderna. Encontramos a matemática em vários momentos: ao comprar, no troco, na venda, em casa ao fazer uma receita de uma comida suculenta, ou mesmo no deslocamento de um lugar para o outro, e etc.

  • Competência 2 – Desenvolver o raciocínio lógico, o espírito de investigação e a capacidade de produzir argumentos convincentes, recorrendo aos conhecimento matemáticos para compreender e atuar no mundo;

Comentário: Observa-se que uma das dificuldades das crianças é a base matemática. Isso implica, observar a etapa em que a criança se encontra. Muitas não sabem fazer contas simples, tais como somar, subtrair, multiplicar e dividir. Como avançar sem ter a habilidade prática do mais simples? Entramos na dicotomia que nos fala Zabala (2010) entre compreender e memorizar. Para dispor de conhecimentos em algum momento a criança vai precisar memorizar.

Por outro lado, os desafios dos professores. Refletir sobre a prática, para compreender o próprio caminho. E com isso, criar argumentos para definir o trabalho do professor em sala de aula.

  1. Os nosso professores em geral, possuem o espirito de investigação?
  2. Procurar plano de aula pronto em internet, é investigar?
  3. Utilizar o mesmo plano de aula em ambientes diferentes, é investigar?
  4. Repetir o plano de aula do ano passado, é investigar?
  5. Ensinar e desenvolver um espirito de investigação e ao mesmo tempo estar preso a zona de conforto, é investigar?
  • Competência 3 – Compreender as relações entre conceitos e procedimentos dos diferentes campos da matemática (aritmética, álgebra, geometria, estatística e probabilidade) e de outras áreas do conhecimento, sentindo segurança quanto à própria capacidade de construir e aplicar conhecimentos matemáticos, desenvolvendo autoestima e a perseverança na busca de soluções.

Comentário: Destaca-se alguns desafios: o professor apaixonado pela sua disciplina, satisfeito com a vida, motivado e disciplinado consegue trabalhar facilmente aspectos de autoestima e perseverança. Por outro lado, o desafio será maior. Acreditar em si mesmo é nosso primeiro desafio. Pessoas assertivas conseguem contagiar o ambiente, e exerce um fator importante para o resultado.

Para compreender a relação conceito e procedimento recorremos a Zabala (1998: 42-48).

“aborda os conteúdos em três categorias atitudinais, conceituais e procedimentais. Os conteúdos conceituais referem-se à construção ativa de capacidades intelectuais para operar símbolos, imagens, idéias e representações que permitam organizar as realidades. Os conteúdos procedimentais referem-se ao fazer com que os alunos construam instrumentos para analisar, por si mesmos, os resultados que obtém e os processos que colocam em ação para atingir as metas que se propõem e os conteúdos atitudinais referem-se à formação de atitudes e valores em relação à informação recebida, visando a intervenção do aluno em sua realidade.”

Construir nesta perspectiva, é saber que o conhecimento prévio é indispensável, saber que o educando dentro de um processo pessoal, ajusta seu conhecimento, desconstruindo e reconstruindo, elaborando ou reelaborando em função da atividade proposta.

Observa-se que reconhecer, desenvolver e compreender requer um empenho do profissional da educação. Em outras palavras, sair da zona de conforto e pensar, elaborar, criar, investigar em como fazer o aprender a aprender acontecer, o aprender a fazer fazendo (desculpem) e o aprender a ser na prática.

A prática Educativa – como ensinar. ZABALA,
Antoni

Para concluir, a BNCC nos oferece uma mudança de paradigma. O grande desafio será sair da zona de conforto. Precisa-se reconhecer que há uma mudança, onde implica envolvimento de todos, para compreender que surge um nova paradigma educacional mais humano, mesmo que o conteúdo seja imposto pela classe dominante, oferece a oportunidade de fazer uma educação libertadora.

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Referência Bibliográfica

ZABALA, Antoni. A prática educativacomo ensinar. Porto Alegre: Artes Médicas. 1998. p.42-48

________________. Como aprender e ensinar competências. Antoni Zabala e Laia Arnau. Porto Alegre: Artmed, 2010. p.49

Coach Educacional: BNCC e Plano de aula Matemática para o 6º ano

Por Coach Giardino

A BNCC – Base Nacional Comum curricular nos impulsiona a pensar. As competências segundo Antoni Zabala, é um instrumento para superar as falsas dicotomia.

Pensar, requer levantar hipóteses:

  • Ensinar com base na ação ou memorização?
  • Quem vem primeiro o conhecimento ou as competências?
  • Ter conhecimento é sinal de ser competente?
  • Em pensar, possuímos conhecimento ou competências?
  • Qual a diferença entre ação e competência?

“A melhoria da competência implica a capacidade de refletir sobre a sua aplicação, e para alcança-la, é necessário o apoio do conhecimento teórico” (Zabala, 2010)

O conhecimento continua sendo importante. O que o estudante é capaz de fazer, resolver, construir, elaborar ou agir com este conhecimento?


Unidades Temáticas

Números


Objetos de Conhecimento

Sistema de numeração decimal: características, leitura, escrita e comparação de número naturais e de números racionais representados de forma decimal


Habilidades da BNCC

(EF06MA01) Comparar, ordenar, ler e escrever números naturais e números racionais em sua representação decimal, fazendo uso da reta numérica.

EF06MA02: Reconhecer o sistema de numeração decimal, como o que prevaleceu no mundo ocidental, e destacar semelhanças e diferenças com outros sistemas, de modo a sistematizar suas principais características (base, valor posicional e função do zero), utilizando, inclusive, a composição e decomposição de números naturais e números racionais em sua representação decimal.


Primeiro momento

Os números decimas são largamente utilizados em nosso dia-a-dia. Vejamos uma situação:

Se formos mercado e comprar 2 Kg de cenouras por R$ 2,76 e pagarmos a compra com uma nota de R$ 5,00, receberemos 
R$ 2,24 de troco.

Neste exemplo, podemos observar a utilização dos números decimais. Tanto o preço da cenoura – R$ 2,76, como o troco recebido são números decimais.

Muitas outras situações utilizam os números decimais.


Segundo momento

Número Decimal

Toda fração decimal pode ser representada por um número decimal, isto é, um número que tem uma parte inteira e uma parte decimal, separados por meio de uma vírgula. 

A fração: 7/10 pode ser escrita como: 0,7, que se lê 7 décimos, ou de uma forma mais simples como zero vírgula sete ( 0 é a parte inteira e 7 é a parte decimal )


Terceiro momento

  • Como sabemos que um número decimal é maior ou menor que outro?
  • O que é ordem de grandeza?
  • Que tipo de números podem existir entre dois números naturais na reta numérica?
  • E como fazemos para comparar um número natural com um número decimal e saber quem é o maior?

Leitura de um número decimal

Lemos a parte inteira acrescida da palavra inteiros e lemos a parte fracionária acrescida da palavra décimos se ele contiver uma casa decimal, centésimos se ele contiver duas casa decimais, milésimos se tiver três casas e assim por diante. Se a sua parte inteira for zero lemos apenas a parte decimal.

Por Exemplo : 

O número decimal 0,8 seria lido: 8 décimos
O número decimal 24,8 seria lido: vinte e quatro inteiros e 8 décimos
O número decimal 3,37 seria lido: três inteiros e trinta e sete centésimos.
O número decimal 7,928 seria lido: sete inteiros e 928 milésimos


RECURSOS: 

Lápis;

Caderno;

Multimídia;

Quadro;

Piloto.


AVALIAÇÃO:

Ser capaz de utilizar e ler os números decimais;

Observar a formação das sentenças;

Em debate observar as opiniões expressas.


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Referência: 

Brasil, Base Nacional Comum Curricular, Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf&gt; Acessado em: 11 de novembro 2018