Coach Educacional: BNCC e Plano de aula Matemática para o 6º ano

Por Coach Giardino

A BNCC – Base Nacional Comum curricular nos impulsiona a pensar. As competências segundo Antoni Zabala, é um instrumento para superar as falsas dicotomia.

Pensar, requer levantar hipóteses:

  • Ensinar com base na ação ou memorização?
  • Quem vem primeiro o conhecimento ou as competências?
  • Ter conhecimento é sinal de ser competente?
  • Em pensar, possuímos conhecimento ou competências?
  • Qual a diferença entre ação e competência?

“A melhoria da competência implica a capacidade de refletir sobre a sua aplicação, e para alcança-la, é necessário o apoio do conhecimento teórico” (Zabala, 2010)

O conhecimento continua sendo importante. O que o estudante é capaz de fazer, resolver, construir, elaborar ou agir com este conhecimento?


Unidades Temáticas

Números


Objetos de Conhecimento

Sistema de numeração decimal: características, leitura, escrita e comparação de número naturais e de números racionais representados de forma decimal


Habilidades da BNCC

(EF06MA01) Comparar, ordenar, ler e escrever números naturais e números racionais em sua representação decimal, fazendo uso da reta numérica.

EF06MA02: Reconhecer o sistema de numeração decimal, como o que prevaleceu no mundo ocidental, e destacar semelhanças e diferenças com outros sistemas, de modo a sistematizar suas principais características (base, valor posicional e função do zero), utilizando, inclusive, a composição e decomposição de números naturais e números racionais em sua representação decimal.


Primeiro momento

Os números decimas são largamente utilizados em nosso dia-a-dia. Vejamos uma situação:

Se formos mercado e comprar 2 Kg de cenouras por R$ 2,76 e pagarmos a compra com uma nota de R$ 5,00, receberemos 
R$ 2,24 de troco.

Neste exemplo, podemos observar a utilização dos números decimais. Tanto o preço da cenoura – R$ 2,76, como o troco recebido são números decimais.

Muitas outras situações utilizam os números decimais.


Segundo momento

Número Decimal

Toda fração decimal pode ser representada por um número decimal, isto é, um número que tem uma parte inteira e uma parte decimal, separados por meio de uma vírgula. 

A fração: 7/10 pode ser escrita como: 0,7, que se lê 7 décimos, ou de uma forma mais simples como zero vírgula sete ( 0 é a parte inteira e 7 é a parte decimal )


Terceiro momento

  • Como sabemos que um número decimal é maior ou menor que outro?
  • O que é ordem de grandeza?
  • Que tipo de números podem existir entre dois números naturais na reta numérica?
  • E como fazemos para comparar um número natural com um número decimal e saber quem é o maior?

Leitura de um número decimal

Lemos a parte inteira acrescida da palavra inteiros e lemos a parte fracionária acrescida da palavra décimos se ele contiver uma casa decimal, centésimos se ele contiver duas casa decimais, milésimos se tiver três casas e assim por diante. Se a sua parte inteira for zero lemos apenas a parte decimal.

Por Exemplo : 

O número decimal 0,8 seria lido: 8 décimos
O número decimal 24,8 seria lido: vinte e quatro inteiros e 8 décimos
O número decimal 3,37 seria lido: três inteiros e trinta e sete centésimos.
O número decimal 7,928 seria lido: sete inteiros e 928 milésimos


RECURSOS: 

Lápis;

Caderno;

Multimídia;

Quadro;

Piloto.


AVALIAÇÃO:

Ser capaz de utilizar e ler os números decimais;

Observar a formação das sentenças;

Em debate observar as opiniões expressas.


Coach Giardino

Coach Educacional

Contato: (71) 985454125

contato@ricardogiardino.com

Referência: 

Brasil, Base Nacional Comum Curricular, Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf&gt; Acessado em: 11 de novembro 2018

Coach Educacional: Inclusão – Escola, Lugar de Mudança.

Por Ricardo Giardino

Pensar em inclusão, de uma forma ou de outra, significa que ocorreu ou que ocorre uma exclusão.  São termos opostos que se condicionam a existência um do outro em determinado momento.

Diferenciar uma expressão da outra é simples, a inclusão se inclui, é parte intrínseca do todo; e a exclusão se exclui e entende-se como a parte separada do todo. Ou seja, inclusão é permitir a participação mesmo compreendendo que há limitações. A exclusão é colocar como barreira as limitações como justificativa para não participar da sociedade.

O marco da nossa reflexão parte da Constituição Federal de 1988, que em seu Art. 5º diz:

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:” (BRASIL, 2016)

Pensando no passado: o movimento da inclusão, promovido na sociedade na década de 80 e 90, nos despertou para o assunto. No entanto, como característica da inclusão no século XIX, Dom Pedro II, inaugurou no ano de 1857 o “Instituto Imperial dos Surdos-Mudos”. A sociedade compreendia a deficiência como uma limitação física. Evoluímos.

Desta forma, a nossa Constituição esclarece e determina que perante a lei, todos são iguais em direitos e deveres, independente das limitações. 

Para que de fato a legislação seja efetiva e a nossa sociedade seja considerada inclusiva, passa-se por algumas compressões:

Estamos falando de pessoas, seres humanos com desejos e sonhos, com habilidades, criatividade, com seus problemas seus sofrimentos. Independente das suas limitações, pessoas são pessoas.

De certa forma, possuímos uma limitação. Principalmente aquilo que não dominamos ou não sabemos. Em um primeiro momento é uma limitação que pode ou não ser superada, devemos ser excluído por isso?

Em algum momento da existência ouvimos frases:

“você é lerdo”; “ele é preguiçosos”; “ele é um inútil”; “ela não serve para nada”; a minha classe social é melhor que a sua”

Frases que excluem, que matam a criatividade, que diminuem o ser humano, que alimentam uma impossibilidade e no fundo nos separa. Será que a atitude não exclui?

A legislação vem com a força coercitiva ensinar como incluir. Subentendendo que fomos educados a excluir. Amadurecemos como sociedade, no entanto ainda resta muito por colaborar com a inclusão.

Poderíamos perguntar: onde realmente se deve iniciar esta mudança? Na sociedade ou na Escola? Seria a inclusão social a mola propulsora da mudança? Ou inclusão escolar a motivadora?

A inclusão social vem acompanhada dos movimentos sociais que proporcionam momentos de reflexão para a sociedade. A inclusão Escolar, bem orientada pela legislação, pesquisa, prática e exercício da profissão, passa a ser o melhor espaço para a mudança de consciência social.

Para concluir, entendemos que legislação, mesmo que provocadas por encontros, por seminários,  acordos internacionais ou mesmo copiadas, como justificam alguns, devem ser pensadas e refletidas. Precisamos amadurecer como sociedade, aceitar as diferenças e oportunizar espaços para todos.

No momento que a Escola promove espaço para o surdo-mudo, para o deficiente físico, cognitivo ou emocional, para os portadores de transtornos e outros. A Escola passa a colaborar com a inclusão social. A Escola é o lugar da mudança, do crescimento e do lugar de oportunizar espaço e momentos para o desenvolvimento.

Bibliografia

BARROS, Eugenia Magalhães. O Mundo do Silêncio: Uma Breve Contextualização da Trajetória do Indivíduo Surdo na Humanidade. Editora Arara Azul. Disponível em: http://editora-arara-azul.com.br/site/edicao/60. Acesso em 09.02.2019

BRASIL.  Constituição da República Federativa do Brasil: texto constitucional promulgado em 5 de outubro de 1988. Brasilia: Senado Federal. 2016. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/518231/CF88_Livro_EC91_2016.pdf . Acesso em 09.02.2019

 Diário da Inclusão Social. 8 Caminhos para tornar a sociedade mais inclusiva para pessoas com deficiência. Disponível em: https://diariodainclusaosocial.com/2016/09/02/8-caminhos-para-tornar-a-sociedade-mais-inclusiva-para-pessoas-com-deficiencia/. Acesso em 09.02.2019