Habilidades socioemocionais na BNCC – Vamos por partes! – 2a parte.

Por Dr. Prof. Nilbo Nogueira

AS HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS NA BNCC

Para entendermos as habilidades socioemocionais na BNCC precisamos ler e entender o documento que é longo (469 páginas) e complexo.

Portanto, vamos por partes!!

É de nosso conhecimento que foram estabelecidas 10 competências, compreendidas como a soma do conhecimento + habilidades + atitudes + valores.

Para podermos destrinchar e entender cada uma delas, procurarei neste (segundo) texto fazer uma divisão e afunilamento. Focarei especificamente em um dos pontos das competências socioemocionais na BNCC, conforme fluxograma apresentado a seguir:

Conforme apresentado no fluxograma acima, destaco a oitava competência (autoconhecimento e autocuidado). Nele aponto também as intenções, apresento suas subdimensões e por fim destaco e pinço a AUTOCONFIANÇA.

QUE SEGUNDO A BNCC SE REFERE A:

“Utilização de seus conhecimentos, habilidades e atitudes com confiança e coragem para aprimorar estratégias e vencer desafios presentes e futuros”.

Em termos práticos, devemos pensar em como desafiar o aluno para que ele resolva problemas com os conhecimentos já adquiridos. Assim, o aluno poderá desenvolver a sua autoconfiança.

É bom lembrarmos que devemos trabalhar os conteúdos de forma conceitual, procedimental e atitudinal, e neste momento o trabalho procedimental é de extrema importância, nesta situação.

Trabalhado um dado conteúdo de forma conceitual, é importante lançar um desafio para que os alunos “aprendam fazendo” algo prático (procedimental) com ele.

É neste desafio que, além de entender o significado do conteúdo, vai também resolver o “problema” apresentado e gerar a sensação de que é capaz, ou seja, desenvolver sua autoconfiança, tanto no âmbito do problema em questão como a autoconfiança para ser capaz de resolver problemas futuros.

Esta habilidade é importante para que o aluno entenda que sempre poderá ir atrás de seus sonhos ou projetos pessoais. A confiança é fundamental para formação do sujeito pleno e que aceite desafios na vida.

POSSIBILIDADES E PRÁTICAS.

Em termos práticos, temos que pensar em desafios e resolução de problemas e em termos metodológicos podemos considerar a Pedagogia dos Projetos como uma alternativa.

No trabalho com projetos sempre existirá um problema (ou vários) para serem resolvidos, portanto são colocados os desafios, os quais quando resolvidos estimulam a autoconfiança do aluno.

Outro fator positivo com trabalho com Projetos de Aprendizagem é a possibilidade de darmos autonomia ao alunos. Neste caso, eles podem planejar caminhos e ações, com autonomia, mas com confiança de que estamos por perto para auxiliar se e quando necessário.

Importante destacar que o professor precisa demonstrar que acredita na capacidade do aluno.

O professor deve elogiar quando necessário, mas fazer criticas quando precisar, pois o aluno também deve entender que a critica é construtiva e sugere caminhos para suas conquistas.

Independentemente do caminho ou proposta metodológica é necessário o incentivo do adulto de referência. Dessa forma, o aluno sente-se confiante em aceitar o desafio proposto.

Resta ao professor analisar seus conteúdos e planejar como poderá sugerir propostas de procedimentos e resolução de problemas. Este será um dos caminhos para colocar seu aluno diante de desafios, que ao serem conquistados, gerará a autoconfiança.

PROF. DR. NILBO NOGUEIRA

Caso não tenha lido a 1a parte desta sequencia de textos sobre as competências socioemocionais na BNCC (onde trato do Equilíbrio Emocional) clique aqui.

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A missão do educador é bastante desafiadora. Diariamente, ele tem de enfrentar problemas como indisciplina, falta de comprometimento, dificuldade de aprendizagem, entre tantos outros. Para apoiar os professores nessas questões e ainda incentivar seu desenvolvimento profissional, bons gestores estão aplicando o coaching educacional em suas escolas. As vantagens dessa iniciativa são percebidas em todas as esferas: corpo docente, alunos e equipe de apoio.

O coaching é baseado em questionamentos e conversas, ou seja, não oferece fórmulas ou respostas prontas. Ele impulsiona a mudança de atitudes e de comportamentos e a expansão de consciência. Quem passa pelo processo assume a responsabilidade pelo seu crescimento.

O educador é encorajado a identificar suas necessidades de desenvolvimento e descobrir a melhor solução para seus problemas, sempre com o apoio de um mediador (coach). É uma ferramenta prática que leva o profissional a identificar ações para alcançar seus objetivos.

Feedbacks constantes também são utilizados para o aprimoramento. A solução dos problemas é construída em conjunto, visando o resultado a longo prazo. Assim, o coaching engaja professores e gestores em seu crescimento profissional a fim de trazer melhorias à sua prática.

Aos diretivos, uma reflexão sobre a organização (escola), as circunstâncias, o papel, o desafios como um líder Coach.

Os professores, foco no desenvolvimento de habilidades e competências de professor-coach, um facilitador da aprendizagem.

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Habilidades Socioemocionais na BNCC – Vamos por partes! – 1a parte.

Por Prof. Dr. Nilbo Nogueira,
AS HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS NA BNCC

Para entendermos as habilidades socioemocionais na BNCC precisamos ler e entender  o documento que é longo (469 páginas) e complexo.

Portanto, vamos por partes!!

É de nosso conhecimento que foram estabelecidas 10 competências, compreendidas como a soma do conhecimento + habilidades + atitudes + valores.

Para podermos destrinchar e entender cada uma delas, procurarei neste (primeiro) texto fazer uma divisão e afunilamento. Focarei especificamente em um dos pontos das competências socioemocionais na BNCC, conforme fluxograma apresentado a seguir:

10-competencias-oitava

Conforme apresentado no fluxograma acima, destaco a oitava competência (autoconhecimento e autocuidado). Nele aponto também as intenções, apresento suas subdimensões e por fim destaco e pinço o EQUILÍBRIO EMOCIONAL.

A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E O EQUILÍBRIO EMOCIONAL

Em primeiro lugar, para tratarmos sobre o Equilíbrio Emocional, há de se lembrar que enquanto item das 10 competências gerais ele não deve ser trabalhado como tema transversal, mas sim como um direito essencial a ser garantido cada aluno.

Especificamente sobre o Equilíbrio Emocional, é necessário entender que este estado será obtido quando for desenvolvida a Inteligência Emocional,  a qual segundo Goleman (1995) são necessárias cinco domínios:

• Autoconhecimento
• Administração das emoções
• Automotivação
• Empatia
• Capacidade de relacionamento

Como a idéia deste texto é dividir em pequenas partes, de modo a facilitar posteriormente o entendimento global das competências da BNCC, focaremos então no AUTOCONHECIMENTO, o qual se refere:

 A capacidade de reconhecer suas próprias emoções ou um sentimento quando ele ocorre. Quando não reconhecemos a emoção sentida ficamos à mercê dela, pois não sabemos o que está acontecendo, o que estamos sentindo e consequentemente não saberemos como lidar com ela.

Isto significa que devemos estar sempre atentos àquilo que pensamos, mas principalmente àquilo que sentimos.

Consequentemente, como resultado, tratamos apenas da ação feita e/ou pensada.  Não pensamos o que ela nos significa em termos de sentimentos, consequentemente não temos como tratar deles.

Sendo este o primeiro e talvez o mais importante domínio a ser conquistado para o desenvolvimento da Inteligência Emocional e com isso conquistar o Equilíbrio Emocional, se faz necessário pensar em estratégias a serem trabalhadas com nossos alunos.

ALGUMAS REFLEXÕES

A principal reflexão será:

Como nosso aluno reconhecerá suas próprias emoções se ele nem sabe quais são elas, o que significam e qual seu próprio nome?

Esta reflexão já nos traz pistas de que tipo de trabalho deveremos desenvolver com nossos alunos. No caso,  que primeiramente eles conheçam quais são as emoções possíveis e existentes.

Normalmente uma criança conhece as emoções/sentimentos mais primários que são Alegria, Tristeza e Bravo. Porém, para conquistar o domínio do autoconhecimento ele precisará conhecer bem mais do que apenas estas três.

Será preciso realizar um trabalho de Alfabetização Emocional, o qual vai fornecer um repertório de vocabulários e significados que vá muito alem do “alegre, triste e bravo”.

Obviamente que da Educação Infantil até o Ensino Médio este repertório de vocabulário poderá mudar.Como resultado, basicamente nossos alunos (crianças, pré adolescentes e adolescentes) não sabem dizer ou expressar o que sentem.

Além disso, quando eles estão “emburrados” e perguntamos: O que foi, ou o que está sentindo?

Provavelmente, a resposta normalmente será: NADA!! 

Este “NADA” deverá ser entendido como “não sei dizer o que estou sentindo”. Pelo simples fato dele não conhecer nem mesmo a palavra (e o significado) daquela “coisa” que ele está sentindo.

Portanto, sem pretender deixar neste breve texto uma Formula Mágica, podemos sim deixar a pista de que nosso trabalho com os alunos deverá iniciar com esse processo de Alfabetização Emocional. Assim, sem ter domínio e maestria sobre o vocabulário específico das emoções, nossos alunos não conseguirão se expressar e desenvolver o autoconhecimento. E, sem este não atingirão o EQUILÍBRIO EMOCIONAL, o qual destaquei no fluxograma que é o espelho das 10 competências gerais da BNCC.

DA REFLEXÃO PARA PRÁTICA –  HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS NA BNCC

Devido a essa reflexão, finalmente, cada professor, independentemente do seguimento da Educação Básica, deverá pensar nas estratégias que desenvolverá com seus alunos. Assim, a sugestão é que comecem então pelo mais básico e primordial que aqui chamamos de Alfabetização Emocional.

Finalmente, a questão deixada será: Como você auxiliará no desenvolvimento do vocabulário (com os significados) das emoções dos seus alunos?

Sorte e sucesso a todos!!

Prof. Dr. Nilbo Nogueira

 

Curso de Coach Educacional (Formação de profissional)

Coaching Educacional

Atualmente, muito se fala sobre os benefícios do coaching para ajudar as pessoas a atingir seus objetivos, tanto no âmbito pessoal, como profissional. Essa técnica, que já é amplamente usada em ambientes empresariais, vem sendo cada vez mais adotada pela Educação para motivar equipes e alunos a aperfeiçoar seu desempenho.

A missão do educador é bastante desafiadora. Diariamente, ele tem de enfrentar problemas como indisciplina, falta de comprometimento, dificuldade de aprendizagem, entre tantos outros. Para apoiar os professores nessas questões e ainda incentivar seu desenvolvimento profissional, bons gestores estão aplicando o coaching educacional em suas escolas. As vantagens dessa iniciativa são percebidas em todas as esferas: corpo docente, alunos e equipe de apoio.

O coaching é baseado em questionamentos e conversas, ou seja, não oferece fórmulas ou respostas prontas. Ele impulsiona a mudança de atitudes e de comportamentos e a expansão de consciência. Quem passa pelo processo assume a responsabilidade pelo seu crescimento.
O educador é encorajado a identificar suas necessidades de desenvolvimento e descobrir a melhor solução para seus problemas, sempre com o apoio de um mediador (coach). É uma ferramenta prática que leva o profissional a identificar ações para alcançar seus objetivos.
Feedbacks constantes também são utilizados para o aprimoramento. A solução dos problemas é construída em conjunto, visando o resultado a longo prazo. Assim, o coaching engaja professores e gestores em seu crescimento profissional a fim de trazer melhorias à sua prática.
Aos diretivos, uma reflexão sobre a organização (escola), as circunstâncias, o papel, o desafios como um líder Coach.

Os professores, foco no desenvolvimento de habilidades e competências de professor-coach, um facilitador da aprendizagem.

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