Constituição 1988 – A Cidadania e a Educação Bancária.

Por Coach Giardino e Andressa Ribeiro

Compreende-se por cidadania o livre exercício dos direitos e dos deveres. No entanto, constatamos na prática que a apropriação caminha a passos lentos. A Educação Bancária, expressão criada pelo Educador Paulo Freire, ao referir-se ao formato de uma educação conteudista, sem reflexão e imposta. assim é a educação brasileira.

Nossa Constituição Federal de 1988, em relação à anterior, trás ampliação e sugere progresso no aspecto em desenvolvimento da cidadania. Em seu art. 205 diz: “a educação é direito de todos”.

Na prática ocorre: professores que não fazem planejamentos, repetindo assuntos, utilizam como metodologia o “quadro” e sem falar nos questionários.

O Educador e Professor Paulo Freire defensor de uma educação libertadora, diz: que a educação sem reflexão, descontextualizada, sem pensar e questionar, tem as características de uma Educação Bancária, conteudista, onde o aluno recebe o conteúdo como se um depósito fosse.

Para concluir, a Educação melhorou com o advento da constituição cidadã, estes últimos 30 anos refletem os varios aspectos desta melhora. No entanto, na prática há muito a se fazer. A Secretaria de Educação deve oferecer cursos de formação continuada aos professores; assim também, o próprio professor deve mudar a sua perspectiva e passar a ser em sala de aula um pesquisador e investigador da sua praxis. Desta forma começaremos a exercer o nosso direito à cidadania, do contrário é utopia.

Coach Giardino

Coach Educacional

Andressa Ribeiro

Estudante

71 985454125

Interdisciplinaridade, o (a) professor (a) está preparado (a)?

Um novo paradigma curricularinterdisciplinaridade propõe novas relações entre as disciplinas, ampliando os espaços de intercâmbio dinâmico e experiências pedagógicas inovadoras. Trata-se de um movimento, um conceito e uma prática que está em processo de construção e desenvolvimento dentro das ciências e do ensino das ciências, sendo, estes, dois campos distintos nos quais a interdisciplinaridade se faz presente.

Existe um grande movimento, seja ele perceptível ou não, é certo, que a educação dentro de alguns anos não será a mesma dos dias atuais.

Como educadores, pensamos no melhor para nosso aluno, no entanto,  na prática utilizamos recursos testados e demonstrados como obsoletos. Queremos educar com o novo paradigma, entretanto, no planejamento e  em sala de aula, usamos  recursos de como fomos educados. Somos sabedores de que a educação assim não funciona.

Superar modelos aprendidos, e recriar com criatividade, ser capaz de interligar, e, sobretudo estar aberto  para entender como funciona está geração. Será que o professor está preparado?

O modelo que copiamos

Segundo Capra (2004, p. 34), “Descartes baseou sua concepção da natureza na divisão fundamental de dois domínios independentes e separados – o da mente e o da matéria.”

O modelo dualista de aprendizagem. O certo e o errado, o bom o mal, o perfeito e o imperfeito, o verdadeiro e o falso. Influenciou e Influencia até hoje a nossa forma de ver o mundo e segue como um modelo para o desenvolvimento. Nos divide e fraciona como partes desconectadas umas das outras e desligadas e desnecessárias.

Desafios da BNCC

Esperamos que os professores, ao se debruçarem na legislação, pensem e reflitam na própria pratica e  na educação dos próximos anos.

Nas competências gerais da BNCC, surgem algumas reflexões sobre a interdisciplinaridade ou transdisciplinaridade:

“Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a analise critica, a imaginação e a criatividade de investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimento das diferentes áreas.”

Proposto exercitar a curiosidade, em um conjunto complexo, de áreas do saber. Unindo todas as possíveis disciplinas em uma busca pelo conhecimento.

Quando compreendemos as diferenças entre os conceitos, é mais fácil saber o que estamos trabalhando, o que devemos mudar, e assim planejar melhor a nossa práxis.

“Transdisciplinar – Modelo em que há coordenação de todas as disciplinas num sistema lógico de conhecimento, com livre transito de um campo de saber para outro. A transdisciplinaridade é uma abordagem mais complexa em que a divisão por disciplinas, hoje implantada nas escolas deixa de existir. Essa prática somente será viável quando não houver mais a fragmentação do conhecimento.” Rosamaria Calaes de Andrade, Revista Construir nº 100 Maio e Junho 2018 Pág 27

O certo é que não estamos trabalhando nem a Interdisciplinaridade e menos ainda a transdisciplinaridade. Um grande desafio para os nossos gestores, coordenadores e professores.

O que vem a ser a Pluridisciplinaridade?

“modelo em que justapõem disciplinas mais ou menos vizinhas nos domínios do conhecimento, formando-se áreas de estudos com conteúdos afins ou coordenação de área com menor fragmentação por exemplo: anatomia e fisiologia.” Rosamaria Calaes de Andrade, Revista Construir nº 100 Maio e Junho 2018 Pág 27

O modelo que implantamos ao sugerir a Interdisciplinaridade é o modelo da multidisciplinaridade, veja o conceito:

“modelo fragmentado em que há justaposição de disciplina diversas, sem relação aparente entre si.” Rosamaria Calaes de Andrade, Revista Construir nº 100 Maio e Junho 2018 Pág 27

Aplicação gradativa

A legislação nos permite refletir sobre a nossa pratica. Por outro lado, nos oferece um outro caminho como comunidade cientifica. Saímos da comodidade da sala de aula, quadro negro e giz. Nos tornamos pesquisadores da práxis.

E notório, que as mudanças necessitam de um tempo, para dar lugar a formação continuada, a pesquisa, o uso da criatividade, sobretudo a dedicação.

O professor (a) está preparado (a)?

O modelo que nos sugere a BNCC, textualmente falando é a Interdisciplinaridade.

O professor (a) está preparado (a)?

Sim, o (a) professor (a) bem formado (a) está preparado (a). A mudança que se faz necessária, é a mudança de paradigma. Presos ao modelo de como fomos educados. Livre para o modelo que desejamos construir, dentro do limite da legislação vigente.

Matemática x Ciências

Exemplo de interdisciplinaridade retirado do Brincando com a Matemática , da professora Clean Reis:

QUANTO  TEMPO VIVEM OS ANIMAIS ?

A turma de Daniela também se interessou pelo tempo médio deimage vida dos animais. Veja o que eles descobriram com um dos funcionários:
– O animal que é muito vagaroso vive, em média, 150 anos.
– O “rei dos animais” vive, em média, 20 anos.
– O elefante africano vive, em média, 30 anos mais que o leão e o mesmo tempo que o rinoceronte.
– O tigre vive, em média, 5 anos a mais que o tamanduá-bandeira e
10 anos a menos que a zebra, que vive, em média, 30 anos.

Após a leitura do texto acima responda as questões abaixo:

1. Com essas informações, preencha a tabela abaixo:

Tempo médio de vida dos animaisimage

animal

tempo médio de vida

elefante africano
rinoceronte
tamanduá-bandeira
tartaruga
tigre
zebra

Dos animais da tabela:
a) Em média, qual é o animal que vive mais tempo? Quanto tempo?

_____________________________________________________________________
b) Em média, qual é o animal que vive menos? Quanto tempo?

_______________________________________________________________________________

O “PESO” DE ALGUNS ANIMAIS DO ZOOLÓGICO

A turma de Bianca também pesquisou o “peso” de alguns animais:

“Peso” médio dos animais

animal quanto “pesa”
arara 1 a 2 kg
camelo 500 kg
elefante africano 7.000 kg
hipopótamo 2.500 kg
jiboia 40 kg
leão 250 kg
tartaruga 75 kg

Observe as informações da tabela e responda:
2. Quais são os animais que pesam entre 100 e 1.000 kg aproximadamente?

______________________________________________________________________
3. Quem pesa mais: o hipopótamo ou o elefante? Quanto a mais?

______________________________________________________________________
4. Quanto você acha que pesa um rinoceronte: mais ou menos de 1.000 kg?

______________________________________________________________________
5. Escreva por extenso os seguintes números:
250: ________________________           690: _______________________________

Coach Giardino

Coach Educacional

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Contatos:

contato@ricardogiardino.com

71 985454125

Referência Bibliográfica:

Andrade, Rosamaria Calaes de, Revista Construir nº 100 Maio e Junho 2018 Pág 27

CAPRA, F. (2004). A Teia da Vida. Uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. 9. ed. São Paulo: Cultrix.

Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Disponível em: <chrome-extension://oemmndcbldboiebfnladdacbdfmadadm/http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=79601-anexo-texto-bncc-reexportado-pdf-2&category_slug=dezembro-2017-pdf&Itemid=30192> . Acesso em 22 de Julho de 2018.

Wikipédia, Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Interdisciplinaridade&gt; .  Acesso em 22 de Julho de 2018.

Brincando com a Matemática. Disponível em < https://cleanlourenco.blogspot.com/2012/05/atividade-interdisciplinar-matematica-e.html> Acesso em 22 de Julho de 2018.