Interdisciplinaridade, o (a) professor (a) está preparado (a)?

Um novo paradigma curricularinterdisciplinaridade propõe novas relações entre as disciplinas, ampliando os espaços de intercâmbio dinâmico e experiências pedagógicas inovadoras. Trata-se de um movimento, um conceito e uma prática que está em processo de construção e desenvolvimento dentro das ciências e do ensino das ciências, sendo, estes, dois campos distintos nos quais a interdisciplinaridade se faz presente.

Existe um grande movimento, seja ele perceptível ou não, é certo, que a educação dentro de alguns anos não será a mesma dos dias atuais.

Como educadores, pensamos no melhor para nosso aluno, no entanto,  na prática utilizamos recursos testados e demonstrados como obsoletos. Queremos educar com o novo paradigma, entretanto, no planejamento e  em sala de aula, usamos  recursos de como fomos educados. Somos sabedores de que a educação assim não funciona.

Superar modelos aprendidos, e recriar com criatividade, ser capaz de interligar, e, sobretudo estar aberto  para entender como funciona está geração. Será que o professor está preparado?

O modelo que copiamos

Segundo Capra (2004, p. 34), “Descartes baseou sua concepção da natureza na divisão fundamental de dois domínios independentes e separados – o da mente e o da matéria.”

O modelo dualista de aprendizagem. O certo e o errado, o bom o mal, o perfeito e o imperfeito, o verdadeiro e o falso. Influenciou e Influencia até hoje a nossa forma de ver o mundo e segue como um modelo para o desenvolvimento. Nos divide e fraciona como partes desconectadas umas das outras e desligadas e desnecessárias.

Desafios da BNCC

Esperamos que os professores, ao se debruçarem na legislação, pensem e reflitam na própria pratica e  na educação dos próximos anos.

Nas competências gerais da BNCC, surgem algumas reflexões sobre a interdisciplinaridade ou transdisciplinaridade:

“Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a analise critica, a imaginação e a criatividade de investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimento das diferentes áreas.”

Proposto exercitar a curiosidade, em um conjunto complexo, de áreas do saber. Unindo todas as possíveis disciplinas em uma busca pelo conhecimento.

Quando compreendemos as diferenças entre os conceitos, é mais fácil saber o que estamos trabalhando, o que devemos mudar, e assim planejar melhor a nossa práxis.

“Transdisciplinar – Modelo em que há coordenação de todas as disciplinas num sistema lógico de conhecimento, com livre transito de um campo de saber para outro. A transdisciplinaridade é uma abordagem mais complexa em que a divisão por disciplinas, hoje implantada nas escolas deixa de existir. Essa prática somente será viável quando não houver mais a fragmentação do conhecimento.” Rosamaria Calaes de Andrade, Revista Construir nº 100 Maio e Junho 2018 Pág 27

O certo é que não estamos trabalhando nem a Interdisciplinaridade e menos ainda a transdisciplinaridade. Um grande desafio para os nossos gestores, coordenadores e professores.

O que vem a ser a Pluridisciplinaridade?

“modelo em que justapõem disciplinas mais ou menos vizinhas nos domínios do conhecimento, formando-se áreas de estudos com conteúdos afins ou coordenação de área com menor fragmentação por exemplo: anatomia e fisiologia.” Rosamaria Calaes de Andrade, Revista Construir nº 100 Maio e Junho 2018 Pág 27

O modelo que implantamos ao sugerir a Interdisciplinaridade é o modelo da multidisciplinaridade, veja o conceito:

“modelo fragmentado em que há justaposição de disciplina diversas, sem relação aparente entre si.” Rosamaria Calaes de Andrade, Revista Construir nº 100 Maio e Junho 2018 Pág 27

Aplicação gradativa

A legislação nos permite refletir sobre a nossa pratica. Por outro lado, nos oferece um outro caminho como comunidade cientifica. Saímos da comodidade da sala de aula, quadro negro e giz. Nos tornamos pesquisadores da práxis.

E notório, que as mudanças necessitam de um tempo, para dar lugar a formação continuada, a pesquisa, o uso da criatividade, sobretudo a dedicação.

O professor (a) está preparado (a)?

O modelo que nos sugere a BNCC, textualmente falando é a Interdisciplinaridade.

O professor (a) está preparado (a)?

Sim, o (a) professor (a) bem formado (a) está preparado (a). A mudança que se faz necessária, é a mudança de paradigma. Presos ao modelo de como fomos educados. Livre para o modelo que desejamos construir, dentro do limite da legislação vigente.

Matemática x Ciências

Exemplo de interdisciplinaridade retirado do Brincando com a Matemática , da professora Clean Reis:

QUANTO  TEMPO VIVEM OS ANIMAIS ?

A turma de Daniela também se interessou pelo tempo médio deimage vida dos animais. Veja o que eles descobriram com um dos funcionários:
– O animal que é muito vagaroso vive, em média, 150 anos.
– O “rei dos animais” vive, em média, 20 anos.
– O elefante africano vive, em média, 30 anos mais que o leão e o mesmo tempo que o rinoceronte.
– O tigre vive, em média, 5 anos a mais que o tamanduá-bandeira e
10 anos a menos que a zebra, que vive, em média, 30 anos.

Após a leitura do texto acima responda as questões abaixo:

1. Com essas informações, preencha a tabela abaixo:

Tempo médio de vida dos animaisimage

animal

tempo médio de vida

elefante africano
rinoceronte
tamanduá-bandeira
tartaruga
tigre
zebra

Dos animais da tabela:
a) Em média, qual é o animal que vive mais tempo? Quanto tempo?

_____________________________________________________________________
b) Em média, qual é o animal que vive menos? Quanto tempo?

_______________________________________________________________________________

O “PESO” DE ALGUNS ANIMAIS DO ZOOLÓGICO

A turma de Bianca também pesquisou o “peso” de alguns animais:

“Peso” médio dos animais

animal quanto “pesa”
arara 1 a 2 kg
camelo 500 kg
elefante africano 7.000 kg
hipopótamo 2.500 kg
jiboia 40 kg
leão 250 kg
tartaruga 75 kg

Observe as informações da tabela e responda:
2. Quais são os animais que pesam entre 100 e 1.000 kg aproximadamente?

______________________________________________________________________
3. Quem pesa mais: o hipopótamo ou o elefante? Quanto a mais?

______________________________________________________________________
4. Quanto você acha que pesa um rinoceronte: mais ou menos de 1.000 kg?

______________________________________________________________________
5. Escreva por extenso os seguintes números:
250: ________________________           690: _______________________________

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Referência Bibliográfica:

Andrade, Rosamaria Calaes de, Revista Construir nº 100 Maio e Junho 2018 Pág 27

CAPRA, F. (2004). A Teia da Vida. Uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. 9. ed. São Paulo: Cultrix.

Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Disponível em: <chrome-extension://oemmndcbldboiebfnladdacbdfmadadm/http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=79601-anexo-texto-bncc-reexportado-pdf-2&category_slug=dezembro-2017-pdf&Itemid=30192> . Acesso em 22 de Julho de 2018.

Wikipédia, Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Interdisciplinaridade&gt; .  Acesso em 22 de Julho de 2018.

Brincando com a Matemática. Disponível em < https://cleanlourenco.blogspot.com/2012/05/atividade-interdisciplinar-matematica-e.html> Acesso em 22 de Julho de 2018.

Habilidades socioemocionais na BNCC – Vamos por partes! – 2a parte.

Por Dr. Prof. Nilbo Nogueira

AS HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS NA BNCC

Para entendermos as habilidades socioemocionais na BNCC precisamos ler e entender o documento que é longo (469 páginas) e complexo.

Portanto, vamos por partes!!

É de nosso conhecimento que foram estabelecidas 10 competências, compreendidas como a soma do conhecimento + habilidades + atitudes + valores.

Para podermos destrinchar e entender cada uma delas, procurarei neste (segundo) texto fazer uma divisão e afunilamento. Focarei especificamente em um dos pontos das competências socioemocionais na BNCC, conforme fluxograma apresentado a seguir:

Conforme apresentado no fluxograma acima, destaco a oitava competência (autoconhecimento e autocuidado). Nele aponto também as intenções, apresento suas subdimensões e por fim destaco e pinço a AUTOCONFIANÇA.

QUE SEGUNDO A BNCC SE REFERE A:

“Utilização de seus conhecimentos, habilidades e atitudes com confiança e coragem para aprimorar estratégias e vencer desafios presentes e futuros”.

Em termos práticos, devemos pensar em como desafiar o aluno para que ele resolva problemas com os conhecimentos já adquiridos. Assim, o aluno poderá desenvolver a sua autoconfiança.

É bom lembrarmos que devemos trabalhar os conteúdos de forma conceitual, procedimental e atitudinal, e neste momento o trabalho procedimental é de extrema importância, nesta situação.

Trabalhado um dado conteúdo de forma conceitual, é importante lançar um desafio para que os alunos “aprendam fazendo” algo prático (procedimental) com ele.

É neste desafio que, além de entender o significado do conteúdo, vai também resolver o “problema” apresentado e gerar a sensação de que é capaz, ou seja, desenvolver sua autoconfiança, tanto no âmbito do problema em questão como a autoconfiança para ser capaz de resolver problemas futuros.

Esta habilidade é importante para que o aluno entenda que sempre poderá ir atrás de seus sonhos ou projetos pessoais. A confiança é fundamental para formação do sujeito pleno e que aceite desafios na vida.

POSSIBILIDADES E PRÁTICAS.

Em termos práticos, temos que pensar em desafios e resolução de problemas e em termos metodológicos podemos considerar a Pedagogia dos Projetos como uma alternativa.

No trabalho com projetos sempre existirá um problema (ou vários) para serem resolvidos, portanto são colocados os desafios, os quais quando resolvidos estimulam a autoconfiança do aluno.

Outro fator positivo com trabalho com Projetos de Aprendizagem é a possibilidade de darmos autonomia ao alunos. Neste caso, eles podem planejar caminhos e ações, com autonomia, mas com confiança de que estamos por perto para auxiliar se e quando necessário.

Importante destacar que o professor precisa demonstrar que acredita na capacidade do aluno.

O professor deve elogiar quando necessário, mas fazer criticas quando precisar, pois o aluno também deve entender que a critica é construtiva e sugere caminhos para suas conquistas.

Independentemente do caminho ou proposta metodológica é necessário o incentivo do adulto de referência. Dessa forma, o aluno sente-se confiante em aceitar o desafio proposto.

Resta ao professor analisar seus conteúdos e planejar como poderá sugerir propostas de procedimentos e resolução de problemas. Este será um dos caminhos para colocar seu aluno diante de desafios, que ao serem conquistados, gerará a autoconfiança.

PROF. DR. NILBO NOGUEIRA

Caso não tenha lido a 1a parte desta sequencia de textos sobre as competências socioemocionais na BNCC (onde trato do Equilíbrio Emocional) clique aqui.

Curso de Coach Educacional (Formação de profissional)

Coaching Educacional

Atualmente, muito se fala sobre os benefícios do coaching para ajudar as pessoas a atingir seus objetivos, tanto no âmbito pessoal, como profissional. Essa técnica, que já é amplamente usada em ambientes empresariais, vem sendo cada vez mais adotada pela Educação para motivar equipes e alunos a aperfeiçoar seu desempenho.

A missão do educador é bastante desafiadora. Diariamente, ele tem de enfrentar problemas como indisciplina, falta de comprometimento, dificuldade de aprendizagem, entre tantos outros. Para apoiar os professores nessas questões e ainda incentivar seu desenvolvimento profissional, bons gestores estão aplicando o coaching educacional em suas escolas. As vantagens dessa iniciativa são percebidas em todas as esferas: corpo docente, alunos e equipe de apoio.

O coaching é baseado em questionamentos e conversas, ou seja, não oferece fórmulas ou respostas prontas. Ele impulsiona a mudança de atitudes e de comportamentos e a expansão de consciência. Quem passa pelo processo assume a responsabilidade pelo seu crescimento.

O educador é encorajado a identificar suas necessidades de desenvolvimento e descobrir a melhor solução para seus problemas, sempre com o apoio de um mediador (coach). É uma ferramenta prática que leva o profissional a identificar ações para alcançar seus objetivos.

Feedbacks constantes também são utilizados para o aprimoramento. A solução dos problemas é construída em conjunto, visando o resultado a longo prazo. Assim, o coaching engaja professores e gestores em seu crescimento profissional a fim de trazer melhorias à sua prática.

Aos diretivos, uma reflexão sobre a organização (escola), as circunstâncias, o papel, o desafios como um líder Coach.

Os professores, foco no desenvolvimento de habilidades e competências de professor-coach, um facilitador da aprendizagem.

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