Machismo versus masculinidade

Coach Giardino abre o debate em Salvador.

“Yasmin Pestana, defensora pública e coordenadora auxiliar do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher em São Paulo, disse que o objetivo é estimular o debate sobre gênero. “Esse perfil que a gente chama de masculinidade hegemonizada, um padrão de como deve ser o homem – não pode demonstrar sensibilidade, não pode chorar, tem que ser provedor –, tudo isso tem que ser discutido nas localidades”, afirmou.”

Homens e mulheres são seres históricos e desde pequenos (as) aprenden a agir de determinadas formas. Desse modo, as pessoas são, pelo menos em parte, reflexo desses processos de aprendizado e socialização.

Discutir masculinidade significa romper com um padrão fixo, limitador e pré-moldado do que é ser homem. O mesmo se discute quando é feminilidade. O que se pretende, portanto, é dar liberdade para que as pessoas possam sair das “caixinhas” dos comportamentos predeterminado para homens e mulheres.

Exemplos: Não dizer que um homem é menos homem porque a sua esposa ganha mais; Não julgar a masculinidade de um homem porque a sua esposa sai sozinha; Não dizer que é “mulherzinha” um homem que gosta de assistir filme romântico.

Nota-se, portanto, que muitas condutas tidas como tipicamente “masculinas” são reflexo do machismo. Mas, o que é machismo?

Segundo o dicionário de significados:

Machismo é o comportamento, expresso por opiniões e atitudes, de um indivíduo que recusa a igualdade de direitos e deveres entre os gêneros sexuais, favorecendo e enaltecendo o sexo masculino sobre o feminino. O machista é o indivíduo que exerce o machismo.

Machismo é toda forma de discriminação às mulheres, que tenha como objetivo inferiorizar, controlar e desqualificar uma pessoa pelo simples foto de ser mulher.

O objetivo é conscientizar, com o intuito de abolir, aquelas condutas consideradas masculinas, que sejam discriminatórias, ou que reproduzam um padrão de masculinidade que restringe, a possibilidade dos homens e mulheres se comportarem de forma livre e sem sofrerem preconceitos.

O debate deve ser promovido em toda a sociedade. Com o desejo de conquistar um sociedade igualitária e livre do rótulos e preconceitos.

Coach Giardino promove a igualdade de todos; direito adquirido e garantido pela nossa constituição cidadã, em seu art 5º:

A Constituição Federal de 1988 dispõe em seu artigo , caput, sobre o princípio constitucional da igualdade, perante a lei, nos seguintes termos:

Artigo 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

… integra.

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Direitos Humanos em sala de aula

Dialogo é algo que se propõe e predispõe para falar, conversar, debater, sempre apoiado por algo em que não se quer impor. Despertar o desejo de ouvir, interagir e oferecer. O contrario é ditadura. Que contradiz a proposta do dialogo.

Direitos humanos pode ser pensado como uma lei. Sim, do contrario seriamos escravos. Os mais fortes, submetendo, subjugando e oprimindo aos mais fracos. Será que algo mudou?

Em 1948 a ONU – Organização das Nações UnidasONU – faz, cria, elabora a declaração dos direitos humanos. O Brasil levou 40 anos para assumir um compromisso, pelo menos bem intencionado, promulgando na Constituição Federal de 1988. Avançamos muito, na prática, muito a avançar.

E nascemos humanos? Podemos pensar que o humano é aprendido. Se não nascemos humanos, aprendemos. Abandone uma criança na selva e ela sobrevivera com as condições imposta, pela vida que abunda, talvez animal, selvagem.

Quem humaniza o homem? A selva ou a própria humanidade. E se a humanidade está desumanizada. Quem humaniza a humanidade?

“Ninguem nasceu odiando” Nelson Mandela

O desejo apenas é desejo, quando se tem, quando não tem, deixa de ser desejo. O desejo de coisificar o humano. Um brinquedo, disponível para uma criança, com o tempo o brinquedo deixa de ser desejado e vai para o esquecimento. E ai a criança busca outro desejo.

Os Direitos Humanos é descoisificar o humano de coisas e deixar, pessoas serem pessoas. Aceitar o outro como ele é. É ser ético e acolhedor. Colocar-se no lugar do outro. E facilitar que o outro seja ele mesmo. Sem máscaras e sem coisificação.

Liberdade, igualdade, fraternidade. Isso é ética.

Somos verdadeiramente livres? Ser livre é fazer o que eu quero? Quando, como pessoas limito ao outro, em como deve ser, como deve agir e aonde deve ir… Coisificamos pessoas.

Como oferecer igualdade, se somos diferentes? Igualdade em direitos e deveres. Posso andar pela cidade, como cadeirante, da mesma forma que você? Passeios estreitos, carros estacionados, semáforos inadequados, prédios sem elevadores… etc. Estamos em um bom caminho, no entanto, violamos diretos.

Fraternidade tem algo haver com irmandade. Ando pela cidade e vejo gente invadindo terras, montando barracas para ganhar a vida, pessoas dormindo na rua, crianças consumindo drogas. E somos fraternais?

A escola tem um grande desafio. Educar para os direitos humanos.

Uma pesquisa realizada pela FLACSO (Faculdade Latino America de Ciências Sociais), em parceria com o MEC (Ministério da Educação) e OEI (Organização dos Estados Interamericanos) em 2015, com 6700 estudantes de escolas públicas de sete capitais do país, apontou que 42% dos alunos já sofreram algum tipo de violência.

Como educar para os direitos humanos, se a nossa realidade é a de violar os direitos humanos?

Praticamos bullying com filhos, com colegas, com irmãos, com conhecidos e desconhecidos, pelo simples fato do outro ser ou fazer coisas diferentes das nossas.

A ética é necessária para proporcionar os direitos humanos.

O professor sem concorrência, sem manipulação. Sem distorcer as coisas. Sem coisificar o mundo. Queremos professores que ofereçam aula de valores. Que criem e promovam o conhecimento significativo.

“Ensinai a metade do aprender” Confucio

Somos professores, construtores destes direitos humanos. Promovemos o respeito. Entendendo e compreendendo as diferenças. Respeitar o outro é o nosso grande desafio. Ensinar a respeitar o outro, começa com quem sabe respeitar o outro.

Promover ações concretas para estimular a boa convivência, respeito, e o dialogo na escola, assim, debater os direitos humanos. É a nossa missão, dentre muitas outras.

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