Coach Educacional – Oportunizando a inclusão: Investimento e Formação

Por Ricardo Giardino

Oportunizando a inclusão: Investimento e Formação

Dados do IBGE do ano de 2010 apontam para uma população de deficientes de aproximadamente 6,7% de pessoas. (MICAS,GARCEZ E CONCEIÇÃO 2018). Em virtude do crescimento da população brasileira, faz-se necessário aplicar os mecanismos legais que garantam a inclusão do coletivo na sociedade. Diante exposto, o Brasil cumpre a própria legislação? A falta investimentos por parte do Estado, tanto para cumprir ou como fiscalizar é notório; bem como,  o desinteresse e a desinformação por parte empresarial são alguns dos motivos que nos paralisa como sociedade diante da realidade.

A lei que oferece apoio aos deficientes, diz:

Art. 2º Ao Poder Público e seus órgãos cabe assegurar às pessoas portadoras de deficiência o pleno exercício de seus direitos básicos, inclusive dos direitos à educação, à saúde, ao trabalho, ao lazer, à previdência social, ao amparo à infância e à maternidade, e de outros que, decorrentes da Constituição e das leis, propiciem seu bem-estar pessoal, social e econômico. (BRASIL, 2000)

Sem a acessibilidade necessária fica restringido ou limitado o direito de ir e vir. Um cadeirante que deseje efetuar o seu deslocamento, ao local de trabalho, por meio de um transporte público, em algumas cidades brasileiras não existe “o ônibus adaptado”, nas grandes cidades,  os que possuem o mecanismo de acesso demoram horas para passar, gerando desconforto e demora.

A lei que estabelece normas para acessibilidade, diz:

Art. 2º § I – acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. (BRASIL, 2000)

A limitação visual é acompanhada pelo desconforto e pelas limitações das via urbanas, pensadas e projetadas para pessoas que não possuem dificuldade. Cidades ruidosas; calçadas altas e sem subida de acesso; caminhos estreitos com cadeiras e mesas de bares; ambulantes em vários trajetos, dentre muitas outras barreiras das quais os deficientes visuais enfrentam.

A lei que estabelece normas para acessibilidade, diz:

Art. 2º § II – barreiras: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação, à compreensão, à circulação com segurança, entre outros, classificadas em:  a) barreiras urbanísticas: as existentes nas vias e nos espaços públicos e privados abertos ao público ou de uso coletivo;  […] (BRASIL, 2000)

No âmbito familiar ou escolar,  encontramos aquelas crianças rotuladas de preguiçosas, dispersas e que “são burras” Um rótulo, um preconceito e um estereotipo estabelecido para justificar a incapacidade do sistema de buscar recursos que possibilitem a inclusão. Segundo CRIS E MONTEIRO (2013) a deficiência intelectual é excluir de diversas formas na interação social, atribuindo a impossibilidade de apropriação da escrita, devido à dificuldade cognitiva. Desta forma, se torna imprescindível, por parte do poder público, oferecer formação continuada a  professores no aspecto da inclusão, bem como, campanhas para orientar a família quanto aos aspectos da inclusão intelectual.

A Lei que estabelece as normas de acessibilidade, diz:

Art. 2º § VI – ajuda técnica: qualquer elemento que facilite a autonomia pessoal ou possibilite o acesso e o uso de meio físico.

Art. 21. O Poder Público, por meio dos organismos de apoio à pesquisa e das agências de financiamento, fomentará programas destinados:

I – à promoção de pesquisas científicas voltadas ao tratamento e prevenção de deficiências;

II – ao desenvolvimento tecnológico orientado à produção de ajudas técnicas para as pessoas portadoras de deficiência;

III – à especialização de recursos humanos em acessibilidade. (BRASIL, 2000)

Sendo assim, percebemos o quanto estamos distantes, como sociedade da inclusão. O Estado deve mover recursos para melhorar os investimentos na arquitetura pública. Por outro lado, buscar parcerias com instituições relacionadas a este assunto, que desenvolvam treinamento e cursos de conscientização da população.

Coach Giardino

Coach Educacional

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Referencial Bibliográfico

BRASIL. Presidência da Repúbica. Casa Civil. Subchefia para assuntos jurídicos. Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2000/lei-10098-19-dezembro-2000-377651-publicacaooriginal-1-pl.html . Acesso em 02.03.2019

_______. Presidência da Repúbica. Casa Civil. Subchefia para assuntos jurídicos. Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989. Dispõe sobre  apoio as pessoas com deficiência […]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7853.htm . Acesso em 02.03.2019

MICAS, Lailla; GARCEZ, Liliane e CONCEIÇÃO, Luiz Henrique de Paula. Instituto Rodrigo Mendes. IBGE constata 6,7 de pessoas com deficiência no Brasil com nova margem de corte. 2018. Disponível em: https://diversa.org.br/artigos/ibge-constata-67-de-pessoas-com-deficiencia-no-brasil/. Acesso em 02.03.2019

CRUZ, Mara Monteiro, MONTEIRO, Angélica. Artigo publicado na aape II epaa. Acessibilidade cognitiva para o letramento de jovens com deficiência intelectual. ISSN 1068-2341. Volume 21 nº 74.  2013. Disponível em: https://www.redalyc.org/html/2750/275029728073/ . Acesso em 02.03.2019

Coach Educacional: Disciplina História para o 1º ano e a BNCC – Base Nacional Comum Curricular

Por Coach Giardino

Prazado leitor, 

Construir uma sociedade com bases sólida, nos faz pensar em várias perspectivas:

A própria natureza do indivíduo, que por si só agrega valor a está sociedade;

A família, que traz as suas bagagens da ancestralidade, os rituais, o modo de entender e viver a vida, que aceita ou modifica a base.

E, por conseguinte, a sociedade em si, organizada, com suas regras e modelos preestabelecidos, interferem na própria base. 

E para que serve a base sólida da sociedade? Se formos seres diferentes e vivemos em uma sociedade, que busca por necessidade,padrões preestabelecidos (modelos iguais) e fáceis a serem seguidos. 

Onde entra a História?

Recorremos as competências especificas para o ensino fundamental,  elencadas pela BNCC – Base Nacional Comum Curricular, na pág 400, para comentar e pensar:

1 – Compreender acontecimentos históricos,relações de poder e processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervirno mundo contemporâneo.

A regência de história nos anos iniciais tem a proposta de construir o  sujeito. A construção envolve circunstâncias e fatores diversos, ambientes e inferências que torna o processo longo e complexo. Para o educador, uma missão de vida. 

No entanto, a proposta é ampliar a escala do conhecimento, iniciando pelas referências próximas (família, os amigos, os vizinhos) e contextualizadas (a própria comunidade como referência). Assim, acriança é estimulada a entender ela e o outro. 

Um entender simplificado, mais não simplista, de como funciona a própria sociedade, o lugar em que vive;  as diferenças entre o público e o privado, bem como, o urbano e o rural. 

Inserida neste contexto, observando as transformações ocorridas. Suas consequências e sequelas. Permite, possibilita acriança em seus avanços, perceber, criticar e mesmo inferir nas suas ações. Que resultem em uma intervenção no mundo. 

História e Geografia – BNCC

UNIDADES TEMÁTICAS – Objetos de conhecimentos

  1. Mundo pessoal: meu lugar no mundo
    1. As fases da vida e a ideia de temporalidade (passado, presente e futuro);
    2. As diferentes formas de organização da família e da comunidade: os vínculos pessoais e as relações de amizades;
    3. A escola e a diversidade do grupo social envolvido.
  2.  Mundo Pessoal: eu, meu grupo social e meu tempo
    1. A vida em casa, a vida na escola, e forma de representação social e espacial: os jogos e brincadeiras como forma de interação social e espacial;
    2. A vida em família: diferentes configurações e vínculos
    3. A escola, sua representação espacial, sua história e seu papel na comunidade.

HABILIDADES (se espera que o educando alcance)

EF01HI01 – identificar aspectos do seu crescimento por meio do registro das lembranças particulares ou de lembranças de membros de sua família e/ou de sua comunidade.

EF01HI02 – identificar a relação entre as suas histórias e as histórias de sua família e de sua comunidade.

EF01HI03 – descrever e distinguir os seus papéis e responsabilidade relacionados a família, à escola e à comunidade.

EF01HI04 – identificar as diferenças entre os vários ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.

EF01HI05 – identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras atuais e de outras épocas e lugares.

EF01HI06 – Conhecer as histórias da família e da escola e identificar o papel desempenho por diferentes sujeitos em diferentes espaços. 

EF01HI07 – Identificar mudanças e permanências nas formas de organização familiar.

EF01HI08 – Reconhecer o significado das comemorações e das festas escolares, diferenciando-as das datas festivas comemoradas no âmbito familiar ou da comunidade. 

Desejosos de preparar o indivíduo, como ser pensante e autônomo. Refletir sobre si e seu lugar no mundo, entender o outro e o lugar do outro e várias perspectivas. Fazer um link com os acontecimentos passados e a relação com o presente, para preparar o individuo para o que vai acontecer. Sem a ideia de previsão, e sim,  de ser autor responsável da própria história. 

Nesta perspectiva, buscamos construir um ser humano integral. Consciente da própria realidade de mundo. Com identidade própria e capaz de viver em sociedade, sem perder a própria identidade, sem a intenção de mudar o outro, e sim, aceitar as diferenças como parte do todo. 

Coach Giardino

Coach Educacional

Consultor Educacional

(71) 98545-4125

Fonte:

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. BNCC – Base Nacional Comum Curricular, Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf. Acesso em 02.12.2018>