Escolher o companheiro de viagem

coach_Giardino_NamoradosVamos pensar sobre as nossas escolhas?

Das várias escolhas que a vida nos proporciona fazer. Creio, encontrar o companheiro de viagem é uma das escolhas mais importante e mais delicada, se não, a mais difícil.

Descobri com o tempo, que há duas coisas importantes e cuidadosas na vida: Criar um filho e escolher uma companheira de viagem.

Nesta senda, devemos observar que existem diferenças, na maneira em que as pessoas compartilham as suas vidas, principalmente na relação de casal. Sabendo que relacionar-se é fazer uma imersão profunda na vida de cada participante.

E muitas pessoas pensam que um companheiro não é coisa para escolher, simplesmente é algo que a sorte se encarrega disso. Acreditam ser uma coisa que acontece fora da sua vontade, que é involuntário. Que sem propósito algum se encontra uma pessoa especial, que tem as qualidades para converter-se em companheiro de vida. Neste caso específico, chamamos de destino. E quem me conhece sabe que não acredito em destino. Porém é algo bem aceito pela sociedade.

Entretanto tenho observado uma crise. Seria uma crise da família. Gente pedindo tempo para a relação, outras se separando e algumas se divorciando. Contrário ao propósito involuntário, com origem em uma serie de conflitos, de incompatibilidade e como resultado da pouca observação dos fatos e acontecimento no momento do namoro.

Gente que quer mudar ao outro, outro que quer mudar gente. Pessoa ideal querendo pessoa ideal. Um sem fim de frustrações por depositar no outro as nossas imagens e expectativas. Cheias de divergências e conflitos.

Seguramente, se estes conflitos houvessem acontecidos na época de namoro, e talvez tenham acontecido em proporção menor, porém na escala atual só o tempo. Talvez o que chamamos de destino seria outro, assim destino deixa de ser destino e passam a ser consequência das nossas decisões.

Mesmo que a paixão possa governar a nossa vida a ponto de até destruir e mesmo que as decisões tenham o efeito de perder a noção do tempo: noites de paraíso, dias sem vontades, jantares românticos, viagens inesquecíveis, dançar na chuva, chorar juntos, comer pipocas jutinhos, normalmente isso é o que a gente deseja de uma maneira ou outra. Estes momentos são tão especiais e agradáveis, que passaríamos toda a vida com estes momentos. Esso é suficiente para determinar que esta pessoa seja a ideal? Incrível!

“Eu quero te convidar a pisar em folhas secas uma dessas noites. Fazer uma caminhada, falar de amor enquanto chutamos pedrinhas. Sorrirmos igual chineses, embriagados com qualquer coisa passeando pelas ruas.

Eu adoraria ir com você aos lugares que mais frequento, e dizer-lhe que é aqui onde me sento e penso em você. Gostaria de ouvir o seu riso durante toda a noite. Eu te amo o suficiente para nunca te deixar ir.

Eu te amo à moda antiga, com a alma e sem olhar para trás.” 

Jaime Sabines. Poeta mexicano.

Acredito que estar apaixonado não é nenhuma garantia de que tenha encontrado a pessoa com quem caminhar. Este momento de namorar é o momento de formar uma relação sem pensar, sem duvidar. Até porque seria ilógico formar uma relação pensando nos pontos favoráveis e desfavoráveis, cheios de argumentos para seguir ou não com uma relação. Etapa do conhecimento, do observar, do namorar.

Acredito que para ter uma relação boa e sustentável é melhor ser realista e seguir intuição, verdades, crenças (nada religiosa), valores e lógico pesar os sentimentos. Ou seja, que é muito recomendável escolher a pessoa de forma racional e consciente. As pessoas me perguntam: devo descrever o tipo de pessoa que desejo ter? Minha resposta: Sim. É muito importante você saber qual seu objetivo. Desenhar o modelo de relação que você gostaria de ter; que tipo de pessoa você quer ao seu lado. Vou mais alem, que sentimentos e sensações, que você quer viver ao lado desta pessoa. Este é um caminho do autoconhecimento. Quer dizer que vai acontecer exatamente assim? Vai acontecer, mais não com as imagens que você criou. Não aprisione o outro nas suas imagens. Dê liberdade a imaginação.

Quando falo em desenhar o modelo, quero dizer que é importante saber claramente que tipo de relação, bem específica possível você deseja ter. São as coisas que vocês querem e a frequência de estar juntos. É o dia a dia da vida cotidiana, trabalho e hobby. Que tipo de atividade quer compartilhar e as que prefere fazer sozinha com ou sem a presença da outra pessoa. Este desenhar passa por descrever a pessoa e lógico que não vai vir exatamente, porém este é um exercício para você descobrir quais são as suas próprias exigências. Com o propósito de desmistificar e até mesmo substituir por outras mais racionais.

Veja que é um assunto muito mais profundo. Conhecer seus desejos sexuais, pensamentos e sentimentos para poder intercambiar. Assim vai descobrindo as conversas; como flui a comunicação ao outro; saber a forma de apoiar e ser apoiada; dar e receber conforto e como se divertir juntos. Em resumo, deve saber tudo.

Com o tempo todas estas coisas vão te guiar por esta senda. Em cada novo encontro pode comprovar se é possível. Desta maneira pode verificar se encontrou alguém que pode compartilhar interesses e atividades favoritas e não apenas o atrativo físico, que se desvanece com o tempo. Será sua bússola ter um norte para decidir e não apenas confiar na sorte e no destino.

É o mesmo que as dietas não existem formulas mágicas. Se você conseguir atingir ao menos 50% do que deseja e da forma que deseja, parabéns!!. Tenha sempre em conta: Cada ser é um universo, tem experiências e vivencias diferente e a parte disso existe as particularidades de cada um e você com as suas.

Para refletir:

Acredito que se encontramos alguém com quem ter uma boa comunicação, com quem pode compartilhar interesses, seguir fazendo coisas juntos, ter uma boa relação sexual, então posso imaginar que vá ao final amar a esta pessoa da forma como ela é e esta pessoa vai aceitar a você da forma que você é. Sem posse e sem querer mudar ao outro. Com respeito e dignidade.

Vem comigo!
Coach Giardino é Coach Emocional

 

Você sabe o que é abuso psicológico?

Etapas do abuso psicológicoabuso_contra_a_mulher_Coach_Giardino

Preparei este texto e estou esperando os seus comentários, vamos lá!

Qual é a sua  impressão sobre o assunto? conhece algum caso? Quer desabafar? precisa de ajuda? Qual a sua opinião sobre o assunto? Quer ajudar alguém?

“Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.” Carl Jung

Existem hoje em nossa sociedade, vários tipos de abusos: Físico, verbal, sexual e tantos outros, inclusive o psicológico. Abusos à mulheres, crianças e idosos.

“Os resultados de uma recente pesquisa do Instituto Avon sobre violência doméstica vêm rodando pela internet – mas entre tantos dados pertinentes e preocupantes, há um ponto especial que geralmente passa batido: os abusos psicológicos, verbais e emocionais. Segundo os resultados, uma porcentagem assustadora de 56% dos homens entrevistados admitiram ter tido atitudes violentas contra mulheres. Algumas formas de violência citadas incluem xingamentos, humilhações públicas, ameaças verbais, empurrões e proibições de sair de casa em algum momento, sendo os xingamentos os mais prevalentes.” (Fonte: Revista Fórum)

Vou mostrar para você a sutileza do maltrato psicológico. É o Sequestro da subjetividade. Normalmente acontece na família, mais também pode ser encontrado nas relações sociais, profissionais etc. É indiferente a nacionalidade, credo religioso ou sexo. Exercido ao extremo por pessoas com uma grande carência afetiva e que geralmente necessita de um acompanhamento terapêutico. A ajuda é necessária tanto a vítima como ao agressor.

São quatro fases:

1ª – Negar a Comunicação;
2ª – Mostrar ser superior;
3ª – Negar Informação;
4ª – Destruir.

1ª Fase

Nesta fase o “agressor” quer impedir a comunicação para manter o mito da superioridade e o controle. (Desinformar o inimigo)

Conduta do agressor: Não ver o mundo da mulher, para manter ela no nível inferior.

Características comportamentais do agressor: Ignora o que a outra pessoa diz; sofre de “surdez seletiva” do que a pessoa esta falando; Tem uma audição bem seletiva do que a pessoa falou. Tem adição ao futebol, à internet, a jogos gerais, etc. E coincidentemente sempre que ela pede presença (corpo e alma).

Resposta da vítima: Insiste na comunicação; Acredita que o agressor não ouviu; Imagina que é descuidado; Acredita que as suas adições absorve muito o pobre coitado.

Conduta do agressor: Não mostrar seu próprio mundo para se manter em um nível superior. Não permite a igualdade de decisões para não se sentir frágil. Evita a responsabilidade dos seus atos para preservar a sua imagem ideal.

Características comportamentais do agressor: Passa poucas informações sobre si mesmo; Não quer conversar sobre o que ele não quer; Faz plano sozinho; Não se compromete e nem se responsabiliza pela casa; Fica sempre em cima do muro quando ela insiste com as perguntas.

Resposta da vítima: Acredita que é introvertido; Ela se sente irritada e confusa; Ela se sente sozinha e pouco apoiada; Ele não convence por não explicar e ela insiste na tentativa de “ajudar”.

Conduta do agressor: Na intenção de comunicar-se com o agressor, a vitima aumenta os vários intentos, justo neste momento ele aumenta a intensidade da “sabotagem”

Características comportamentais do agressor: Normalmente ele muda de assunto se ela insiste; O agressor mente sobre ele mesmo; Utiliza uma linguagem confusa, e faz uso da insinuação.

Resposta da vítima: Ela tenta derrubar a barreira imposta por ele; Acredita que é um mal entendido, e se ela se comunicar melhor com ele, com certeza ele vai entender; Presente que algo vai mal, no entanto não sabe o que é exatamente o que é.

Conduta do agressor: Se sente perseguido, vive um intenso perigo com o “avanço dela”, ele está claramente decidido a não entregar o poder a ela.

Características comportamentais do agressor: Nega o conflito: Não sei do que você esta falando; Desconsidera a falta de comunicação: “Você é uma exagerada”; “Tem que aceitar como eu sou” (Justificativa para manter o controle)

Resposta da vítima: Está cada vez mais perdida e triste; Pensa de verdade que ela é uma exagerada; Descobre que ele não é assim com os amigos, com os colegas de trabalho e muito menos com o chefe.

Conduta do agressor: Vou ter que colocar um “freio”, ela esta perguntando muito.

Características comportamentais do agressor: A culpa de buscar uma discussão: “Não quero discutir”, “Outra vez já esta atacando”
O problema esta sempre com ela: “Você é muito sensível”, “Esta dando uma importância maior que é”

Resposta da vítima: Está muito confusa, acredita que ele é um super homem e que deve ter a razão do que ele fala. E por isso ela deve mudar de atitude.

2ª Fase

Demonstrar que ela é inferior e que ele é superior – Gata borralheira e super-Mem – Invadir o território inimigo sem piedade.

Conduta do agressor: Demonstrar claramente que a interpretação que ela faz da realidade é distorcida. Na verdade é falsa. Negando a versão dela.

Características comportamentais do agressor: Ele sistematicamente esta contra ela; Compete com ela quando tem uma opinião própria; Nega as emoções e as experiências dela: “Você nunca gostou disso!”.

Resposta da vítima: Não se atreve a falar; Tem sempre medo; Impotência; Se sente insegura dos seus pensamentos e sentimentos e acredita que todo o problema é dela; Se desliga dos sentimentos de raiva contra ele, porque ele faz ela sentir-se culpada de traição; Tem um visível baixa autoestima; e se sente incompetente em tudo o que faz.

Conduta do agressor: Redefine a realidade da pessoa, mostrando como um ser inferior, carente de qualidades.

Características comportamentais do agressor: Critica em como cozinha, como cuida das crianças, como cuida dela mesma, etc.; Humilha suas conquistas com indiferença: “Quem você quer impressionar!”; Desqualifica e humilha na frente de outras pessoas; Sabota as conversas com outras pessoas, distraindo e rindo dela.

Resposta da vítima: Nunca consegue a aprovação dele; não ver nada bem ou bonito nela; Prefere se afastar das pessoas, por acreditar que sempre haverá humilhações e discussões, independente do momento.

3ª Fase

Impedir a vítima de receber informação ou ajuda do exterior

Conduta do agressor: Atua para que ela se afaste dos amigos

Características comportamentais do agressor: Começa a desqualificar sistematicamente a todos os seus amigos; Começa a demonstrar ciúmes por qualquer amigo dela; Monta circos e broncas cada vez que ela sai com  alguém.

Resposta da vítima: Ela se sente tão mal consigo mesma. Não quer ser vista assim e vai aceitando as condições e imposições. E fica confinada a um isolamento (Um cativeiro sem grandes).

Conduta do agressor: Faz a pessoa perder o trabalho

Características comportamentais do agressor: Com o tempo vai convencendo para que deixe de trabalhar, criando assim, uma dependência total dele com o empobrecimento econômico e social.

Resposta da vítima: De fato ela aceita a recomendação dele e deixa de trabalhar. Começa a somatizar, vêm as depressões, os medos, as fobias, etc.

Conduta do agressor: Faz a pessoa se afastar da família

Características comportamentais do agressor: Critica a todos, pai, mãe e irmãos até conseguir que deixe de vê-los. Quando se reúne com eles, se mostra falsamente encantador e amável com a mulher.

Resposta da vítima: Não espera apoio e nem compreensão da família. Ele cativou a todos eles; E ela supõe: Uma mulher deve aguentar pelo “bem da família”.

Conduta do agressor: Ele controla todo o dinheiro da casa. Controla o corpo da mulher e suas saídas.

Características comportamentais do agressor: Entrega a ela o justo para os gastos da casa; Controla as relações sexuais, as visitas ao medico e o que veste, etc.; Controla todas as saídas, impedindo que ela se movimente livremente.

Resposta da vítima: Ela vive miseravelmente, Ela se sente mal com o corpo e esconde; Na rua esta sempre aterrorizada.

4ª Fase

Destruir a vítima – A crueldade verbal aqui é extrema, ele busca a todo custo destruir o inimigo.

Conduta do agressor: Quer destruir a mulher, quer completa imunidade.

Características comportamentais do agressor: Xinga, humilha ela na frente dos filhos; Nega o abuso verbal: “Nunca falei isso”; Culpa a ela da raiva: “Está ficando louca!”; Ela é uma escrava que executam ordens.

Resposta da vítima: Os filhos não respeitam mais a vítima; Ela toma consciência da crueldade dele.

Gente,  isto é atualidade!

“Mais um dado alarmante sobre a violência contra a mulher veio à tona: as agressões contra pessoas do sexo feminino partem, em sua maioria, de pessoas conhecidas. De acordo com o segundo volume da Pesquisa Nacional de Saúde 2013 do IBGE, 3,1% das mulheres brasileiras com mais de 18 anos – um total de 2,5 milhões de mulheres – já foi vítima de agressão física, verbal e emocional de autoria de conhecidos, como pai, irmão, marido, amigos ou pessoas do convívio em geral.

Já em relação aos homens, 1,8% deles sofreu o mesmo tipo de agressão de pessoas conhecidas. No geral, incluindo homens e mulheres, uma média de 2,5% da população brasileira com mais de 18 anos foi vítima de violência por parte de conhecidos. As regiões com maior incidência são Norte, com 3,2% e Sul, com 3%.” (Fonte: Bolsa de mulher)

Boa reflexão!
Feliz noite de domingo!

Coach Giardino
Coach de pessoas

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